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Arcos de Valdevez pede deslocalização do ensino superior para dinamizar interior

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez sugeriu hoje ao primeiro-ministro a deslocalização de cursos do ensino superior para os denominados territórios de baixa densidade (TBD), para “reter e atrair talentos e reforçar a atratividade”.

João Manuel Esteves referiu que “a deslocalização de cursos do ensino superior de escolas ou faculdades para o concelho ou outros do interior, numa parceria entre Governo, câmaras municipais e universidades ou politécnicos, iria dinamizar as economias locais, criar mais oportunidades, emprego qualificado e empreendedorismo”.

“Certamente que os custos da deslocação seriam muito inferiores aos que atualmente se tem nas cidades com dezenas de milhares de alunos, com problemas de instalações, alojamento, deslocações e outros”, referiu durante o discurso que proferiu na cerimónia de inauguração das obras de remodelação da Escola Básica 2,3/S de Arcos de Valdevez.

A recuperação da escola, com cerca de 30 anos e 1.200 alunos, representou um investimento superior a 4,1 milhões de euros, que implicou um investimento municipal de 1,2 milhões de euros e financiamento comunitário de cerca de 2,7 milhões.

João Manuel Esteves disse que nos últimos cinco anos o município investiu dez milhões de euros na educação e quer continuar a “melhorar as escolas” do concelho.
Por isso, pediu mais um milhão de euros dos fundos comunitários para “continuar a construir uma escola cada vez mais inclusiva, participativa e desafiadora de talento”.

“Por isso solicitamos o apoio do senhor primeiro-ministro e ao ministro da Educação para obtermos fundos comunitários nesta reprogramação do Norte 2020, para realização de obras no bloco 4 desta escola básica 2,3, melhorar os outros centros educativos e melhorar o mobiliário e equipamento, nomeadamente ao nível das novas tecnologias”, especificou.

Além da deslocalização de cursos do ensino superior para o interior, João Manuel Esteves apontou a “melhoria da mobilidade” como outra solução para contrariar a desertificação daqueles territórios.

“Solicitamos a execução com a maior brevidade no âmbito do Plano Nacional de Investimentos 2030, da ligação do IC28 [itinerário complementar] ao parque empresarial de Mogueiras, onde ainda recentemente abriu mais uma empresa que empregou mais de 200 trabalhadores e há outras em processo de expansão”, referiu.

A requalificação da Estrada Nacional (EN) 101, da EN202 entre Tabaçô e Jolda (S. Paio) e da EN304 entre Arcos de Valdevez e Soajo, que “se encontram em mau estado de conservação”, foi outra das medidas reclamadas pelo autarca.

João Manuel Esteves defendeu ainda a necessidade de ser concretizada a ligação do IC 28, em Arcos de Valdevez/Ponte da Barca à fronteira da Madalena/Ourense, em Espanha, com reforço das ligações rodoviárias ao mercado económico transfronteiriço e europeu (nomeadamente à estação de Celanova do TGV da linha Madrid-Galiza e à autoestrada A52).

“Esta obra faz parte do Plano de Proximidade da Infraestruturas de Portugal, com a denominação ‘460 – EN 203/304-1 Beneficiação entre Ponte da Barca e Lindoso’, para lançamento no ano de 2017 e com uma dotação de 3,5 milhões de euros”, destacou.

Fonte: Lusa

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