Alunos do Alto Minho transformam lixo plástico em criações artísticas

Uma réplica iluminada da torre Eiffel, uma poltrona em tamanho real ou uma tartaruga são três dos mais de 50 trabalhos que têm o lixo de plástico como material principal. As ideias foram desenvolvidas por alunos do Alto Minho para o projeto do grupo de teatro Krisálida e estão, a partir desta segunda-feira, em exposição itinerante pela região.

Em comunicado, a companhia de teatro explica que ao desafio da ‘guerrilha antiplástico’, no âmbito da “OPER(A)ÇÃO PLASTIKUS”, responderam cerca de 1.000 alunos de escolas dos concelhos como Caminha, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira e Viana do Castelo, com trabalhos como esculturas ou peças de roupa preparadas com plástico, envolvendo, nas várias categorias, do pré-escolar ao ensino superior.

“Este é o resultado da mobilização de alunos, professores, educadores e famílias em torno de um assunto muito sério. E a mobilização para a ‘guerrilha antiplástico’ não para de nos surpreender, o que é gratificante, face ao longo caminho que todos ainda temos de percorrer”, explica a diretora artística da companhia de teatro com sede em Caminha, Carla Magalhães, citada na nota enviada à imprensa.

Poltrona em tamanho real à base de plásticos recolhidos somente na escola
Torre Eiffel iluminada, com dois metros de altura, feita com garrafas de plástico PET

As obras vão estar patentes na exposição que vai ser inaugurada pelas 17h30, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESE-IPVC).

A exposição itinerante, de entrada gratuita, permanece na ESE de Viana do Castelo até 23 de maio, apresentando-se depois, de 29 de maio a 01 de junho, na IX Mostra de Arte Infanto-Juvenil EDUCAR-TE, em Vila Nova de Cerveira, seguindo-se o Centro Educativo da Facha, em Ponte de Lima, de 03 a 08 de junho, e o Museu Municipal de Caminha, de 11 a 28 de junho.

O pacote educacional “Eu sei! Eu Sinto! Eu Atuo!” é uma das componentes do projeto OPER(A)ÇÃO PLASTIKUS, que está a ser desenvolvido pelo grupo de teatro Krisálida, que, com pouco mais de quatro anos de atividade recebeu um apoio da Direção-Geral das Artes para ‘utilizar’ o palco, e não só, para abordar um dos maiores problemas da humanidade, prometendo uma ‘guerrilha antiplástico’.

Entretanto, a companhia já prepara a estreia, em Vila Praia de Âncora, a 28 de junho, de uma nova peça, também da temática ambiental, que terá o britânico Graeme Pulleyn como encenador e que se segue ao sucesso das marionetas de plástico reaproveitado da peça “Plastikus”.

O pacote educacional, uma das várias acções do projeto da Krisálida, pretende “informar e sensibilizar professores, alunos e população em geral para agirem no combate ao lixo na costa do Alto Minho”. Segundo a organização, “envolve debates, criação de vídeos, de objetos artísticos e exposições, tudo a partir do tema plástico”.

Carla Magalhães explica que se pretende que “este pacote de medidas sirva para tornar o plano da companhia “viral”, no sentido em que todos alunos, pais ou professores podem contribuir para uma mudança de atitudes, criando os seus próprios desafios ambientais”.

O desafio às escolas e aos alunos consistiu na criação de objetos artísticos a partir de plástico, para promover a reciclagem destes materiais, bem como a elaboração de cartazes de sensibilização.

No caso das escolas do segundo e terceiro ciclos do ensino básico e secundárias foi acrescentado o desafio de os alunos desenvolverem uma reportagem fotográfica sobre a temática da poluição do oceano com plásticos, além de vídeos sobre o tema.

Aos alunos das escolas superiores do distrito, o repto envolveu a criação, também, de obras de arte com recurso a plástico recolhido nas águas da região.

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