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D.R.

Fundo para proteção dos animais selvagens contra exploração de lítio nas serras da Peneda e Soajo

O Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens (FAPAS) manifestou hoje o seu “repúdio e oposição” à eventual prospeção e exploração de lítio nas serras de Peneda e do Soajo, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

Em comunicado, a estrutura que representa as organizações não governamentais de ambiente do conselho estratégico do Parque Nacional da Peneda-Gerês manifesta a sua “enorme perplexidade e preocupação face a uma eventual atribuição de direitos de prospeção e exploração de lítio e outros minerais nas serras da Peneda e Soajo”.

O FAPAS solicita ao Governo e à Direção-Geral de Energia e Geologia “que todo e qualquer pedido de atribuição de direitos de prospeção de depósitos minerais na área denominada “Fojo”, que abrange os concelhos de Monção, Melgaço e Arcos de Valdevez, “seja indeferido”.

Apela ainda ao ministro do Ambiente, Matos Fernandes, e aos autarcas dos três municípios abrangidos para que intervenham “no sentido de impedir toda e qualquer movimentação no terreno, desde logo a abertura de novos acessos”.
Segundo a organização, o perímetro definido para prospeção “confina com os limites do Parque Nacional da Peneda-Gerês” e “integra parcialmente a Rede Natura 2000 e os vestígios glaciários do vale do rio Vez”.

Além disso, “é território de reprodução de duas alcateias de lobo ibérico, espécie legalmente protegida e das águias-reais, que, desde o ano 2000, o Parque Natural do Baixo-Límia-Serra do Xurés – confinante com PNPG – tenta fazer regressar à região transfronteiriça”.

O perímetro abrange ainda “toda a paisagem envolvente da aldeia de Sistelo, já reconhecida pelo Estado Português como Paisagem Cultural de Sistelo e de várias brandas antigas, testemunhos de uma ocupação humana e do património rural, que se impõe também preservar”, defende o FAPAS.

“O FAPAS manifesta o seu veemente repúdio e oposição a esta pretensão que, a concretizar-se, constituiria um grave atentado contra um património natural e rural nacional – e de todo o noroeste peninsular – de inegável valor e um rude golpe no desenvolvimento económico do Alto Minho”, pode ler-se no comunicado.

A altominho.tv recorda as notícias já publicadas sobre o assunto que está a alarmar as populações dos 3 concelhos afetados, nomeadamente a reclamação contra a prospeção e pesquisa de minerais pelo presidente do município de Melgaço Manoel Batista, assim como o comunicado que sublinha a preservação ambiental do território por parte do presidente do município de Monção, António Barbosa.

A área de prospeção requerida através do aviso publicado, no dia 20 de março, em Diário da República (DR) pela empresa australiana (Fortescue Metals Group Exploration) abrange uma área considerável localizada nos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção, num total de 74,7 km2:

Caso seja autorizado, o pedido de prospecção abrangerá diversas freguesias destes 3 concelhos:

-Sistelo, Cabreiro, Soajo, Gavieira (no concelho de Arcos de Valdevez);

-Parada do Monte, Cousso, Gave e Penso (no concelho de Melgaço);

-Riba de Mouro, Barbeita, Badim, Tangil, Podame, Segude, Ceivães, Sá, Valadares, Messegães (no concelho de Monção).

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