Liliana Silva questiona Governo sobre “brutal desinvestimento” previsto para o Alto Minho

A deputada do PSD eleita pelo Alto Minho, Liliana Silva, questionou o Governo sobre o “brutal desinvestimento” previsto para o distrito de Viana do Castelo no Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030.

Em comunicado, Liliana Silva, que é também vereadora do PSD na Câmara de Caminha, e que no início de janeiro substituiu Luís Campos Ferreira no parlamento, adiantou ter interpelado o ministro do Planeamento e das Infraestruturas para manifestar “preocupação” por “só estar previsto investir, num período temporal de dez anos, em duas estradas nacionais e na conclusão da eletrificação da Linha do Minho”.

Adiantou que a interpelação ocorreu durante a audição regimental, na Comissão da Economia, e garantiu ter sensibilizado Pedro Marques para “a necessidade de se fazerem mais investimentos viários em todo o distrito de Viana do Castelo”.

“O distrito precisa de muito investimento para competir com outros distritos do país e não de um mero investimento de somente duas estradas nacionais. É preciso mais, muito mais para este distrito. Não nos contentamos com o pouquinho, queremos tudo aquilo a que temos direito como grande distrito que somos e como potência fronteiriça capaz de ser um dos suportes da economia nacional”, sustentou.

Liliana Silva adianta que “jamais” se contentará com um PNI que “só contemple duas estradas nacionais e uma conclusão de obra que já vem do PETI 3+ (2014-2020), no âmbito da eletrificação da Linha do Minho”.

“Chega de sermos o parente pouco querido dos governos, que vão à região fazer visitas e pedir votos, mas na hora de investir assobiam para o lado e dão prioridade ao restante território”, sustentou.

Liliana Silva defendeu a necessidade uma ligação rodoviária internacional entre o concelho de Caminha, no Alto Minho, e La Guardia, na Galiza, questionando Pedro Marques se “iria ou não incluí-la no PNI que está agora a ser desenhado”.

“O concelho de Caminha está a definhar economicamente, por não ter capacidade de atratividade estando, literalmente, enclausurado entre dois concelhos limítrofes que têm por um lado um porto de mar com dimensões relevantes e por outro um concelho que tem uma ligação viária a Espanha”, referiu.

Para a deputada, “Caminha não pode continuar a sobreviver só com o turismo essencialmente dos três meses de verão”, sendo um concelho que “tem que ter capacidade e argumentos para atrair e fixar empresas de forma a criar cada vez mais postos de trabalho”.

Na semana passada, o presidente da Câmara de Viana do Castelo congratulou-se com inclusão, naquele plano, da construção da nova ligação entre o Vale do Neiva e a autoestrada A28, num investimento de 6,3 milhões de euros.

A nova via, que se encontra em fase de estudo prévio com uma extensão de 5,2 quilómetros, servida de duas faixas de rodagem, com uma largura de sete metros, está “identificada” nas obras que constam da rúbrica do setor dos transportes e mobilidade, no âmbito do Programa de Valorização das Áreas Empresariais, dotado de uma verba global de 110 milhões de euros.

Já no subsetor marítimo-Portuário, José Maria Costa disse estar “identificado” o porto de mar de Viana do Castelo, estando previstos investimentos de 90 milhões de euros para a reabilitação do molhe norte do porto, melhoria das condições de operacionalidade do porto, dotando-o de equipamentos de movimentação de carga e infraestruturas adequadas com vista a melhorar as condições de operacionalidade e também a criação de cais e equipamentos de receção de navios e passageiros de cruzeiros com o objetivo de tornar o Porto de Mar Viana do castelo um destino de cruzeiros turísticos capaz de atrair mais de 10.000 turistas por ano.

Fonte: Lusa