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Iniciada reflorestação de nove mil hectares de monumentos naturais de Viana

A Câmara de Viana do Castelo iniciou hoje a recuperação ecológica do primeiro de 13 monumentos naturais do concelho, num total de nove mil hectares, com a plantação de sete mil espécies autóctones, ação que envolveu quase 300 alunos.

“Este é o primeiro dia de um trabalho que vai demorar anos, mas estamos a começá-lo agora e a criar condições para que resulte”, afirmou hoje o vereador do Ambiente na Câmara de Viana do Castelo, Ricardo Carvalhido.

Ricardo Carvalhido, que falava à margem da ação de plantação que decorreu na Ribeira de Anha, no Cabedelo, em Darque, um dos 13 monumentos naturais do concelho, assim classificados desde 2016, explicou que aquelas áreas foram “identificadas como prioritárias para atacar o problema da vegetação invasora”.

A Ribeira de Anha é um dos dez Monumentos Naturais de Viana do Castelo, locais com valor científico para a geodiversidade, e de três Sítios de Importância Comunitária (SIC) da Rede Natura 2000(rio Lima, Litoral Norte e Serra d’Arga).

O Monumento Natural da Ribeira de Anha “conserva o resto de uma praia de seixos do último interglaciar, com idade absoluta próxima de 125 mil anos. Este registo é, até ao momento, o único deste género na costa do Alto Minho, conhecendo-se só mais um, no setor costeiro da Gelfa-Forte do Cão, em Caminha”.

“Nestas 13 áreas, que totalizam cerca de nove mil hectares, cerca de nove mil campos de futebol, vamos fazer, nos próximos anos, a remoção de espécies invasoras e plantar espécies autóctones, no fundo, o nosso património genético vegetal”, destacou, apontando como exemplos o pinheiro, a azinheira, pilriteiros e medronheiros.

Ricardo Carvalhido adiantou que as cerca de sete mil árvores hoje plantadas, numa ação que envolveu perto de 300 alunos de escolas do concelho para assinalar o Dia Internacional da Montanha, integram um total de 115 mil árvores a plantar em cerca de 70 hectares dos nove mil hectares de 13 monumentos naturais.

Referiu que as árvores foram disponibilizadas pela associação ambientalista Quercus, através de uma candidatura aos fundos comunitários, em parceria com o município.

O vereador do Ambiente destacou que o “modelo” escolhido para a recuperação ecológica daquelas zonas assenta “em sinergias criadas com escuteiros, agrupamentos escolares, empresas, comissões diretivas de baldios e Juntas de Freguesia”.

“Numa primeira fase, entram em ação o município, as comissões de baldios e as Juntas de Freguesia para o abate e remoção de espécies invasoras. Já a parte da plantação e de monitorização do crescimento das árvores fica a cargo da sociedade civil, entre alunos, escuteiros e tecido empresarial”, exemplificou.

De acordo com “a estratégia municipal de conservação da natureza do município de Viana do Castelo” a ação hoje iniciada “será complementado, no dia 05 de janeiro de 2019 com o contributo do voluntariado de várias empresas que apadrinharam o monumento natural e irão contribuir, tal como os alunos de todas as escolas do concelho, para as ações de plantação”.

Posteriormente “irão também garantir a qualidade ecológica do espaço, nomeadamente a vigilância para controlo das invasoras e do crescimento vegetativo das espécies nativas introduzidas”.

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