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Escola de bombeiros de Viana arranca em novembro para “reforçar” corporações do Alto Minho

A segunda edição da Escola Distrital de Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo vai arrancar em novembro para “reforçar as fileiras das 12 corporações da região”.

“Em 2017, O corpo ativo e de comando da região integrava 650 operacionais. Em 2018, mesmo com o ingresso nas corporações do distrito dos 108 bombeiros formados na primeira edição da escola distrital não conseguimos suprimir as necessidades, ou seja, não ultrapassamos os 650 bombeiros que tínhamos devido a saídas, por aposentação ou outros motivos”, afirmou à agência Lusa o primeiro Comandante Operacional Distrital (CODIS) de Viana do Castelo, Marco Domingues.

Dos 130 candidatos que concorreram ao Curso de Formação de Ingresso Bombeiro Voluntário (CFIBV), na primeira escola distrital do país, que decorreu entre janeiro e julho de 2018, 108 concluíram as 340 horas de formação.

Marco Domingues adiantou que a campanha de recrutamento já foi iniciada pelas 12 corporações de bombeiros existentes nos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, sendo que Caminha tem duas corporações e Viana do Castelo tem o único corpo profissional da região.

“Este ano não estamos a contar com um número de candidatos como o registado na primeira edição da escola distrital. As nossas expectativas rondam os 50 a 60 candidatos”, admitiu.

A escola distrital de bombeiros do Alto Minho resulta de uma colaboração entre a Federação dos Bombeiros do Distrito de Viana do Castelo e o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

Os recrutas “recebem 240 horas de formação base de bombeiro, da responsabilidade dos comandantes das 12 corporações da região e mais dois cursos ministrados pela Escola Nacional de Bombeiros (ENB), para tripulante de ambulância e desencarceramento. No final, a prestação de provas será também feita sob supervisão da ENB, em Sintra.

A Escola Distrital de Bombeiros Voluntários “pretende agilizar a partilha das experiências técnicas e humanas dos bombeiros do distrito, assim como a aquisição de novos conhecimentos na área da proteção civil e de incêndios florestais”.

Marco Domingues destacou que o objetivo deste projeto passa também por “fomentar as relações interpessoais entre os elementos dos diversos corpos de bombeiros” da região. “Ganham mais proximidade uns com os outros porque, na verdade, no teatro de operações trabalham todos em conjunto”, frisou.

Até agora existiam, nas doze corporações do Alto Minho, 650 bombeiros, entre 80% a 90% voluntários, sendo que Viana do Castelo tem o único corpo profissional da região.

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