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Conjunto arqueológico de Cerveira classificado ao fim de 41 anos

O Forte e a Estação Arqueológica de Lovelhe, em Vila Nova de Cerveira, distrito de Viana do Castelo, estão a partir de hoje classificados como Sítio de Interesse Público, de acordo uma publicação em Diário da República (DR).

O processo de classificação daquele conjunto arqueológico foi iniciado em 1977 e ficou hoje concluído, com a publicação em DR da portaria 508/2018, assinada a 19 de setembro pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Mendes.

Em maio, quando o processo entrou em fase de discussão pública, a Câmara de Vila Nova de Cerveira, no Alto Minho, disse que a classificação, cujo processo foi iniciado há 41 anos, representava “desfecho muito importante para a proteção, conservação e valorização futura daquele conjunto”.

O processo arrastou-se devido a fatores que se prenderam com “o pedido inicial de classificação, que incluía apenas o Forte, com a aquisição por parte da Câmara de lotes de terreno que eram importantes para preservar a estação arqueológica e com estabilização de critérios de intervenção naquele local, onde parte dos terrenos são do Ministério da Agricultura”, explicou então a autarquia.

Para o município, a classificação “poderá viabilizar a criação do núcleo museológico de Lovelhe, a recuperação do Forte de Lovelhe e o aprofundamento da exploração das valências da Quinta do Forte de Lovelhe”.

“O objetivo é tornar o Forte de Lovelhe um espaço visitável e acessível à comunidade cerveirense e turistas, porque não há no Norte Peninsular uma estação arqueológica tão rica como o Forte de Lovelhe”, afirmou em maio, citado em comunicado, o presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira.

O Forte e a Estação Arqueológica de Lovelhe “testemunham uma memória, identidade cultural cujo significado se contextualiza no âmbito nacional e não só”.

“De facto, no mesmo local em termos de ocupação do território estão presentes elementos construídos de diferentes cronologias que per si têm valor excecional no contexto histórico-social, arqueológico, arquitetónico, técnico-científico, bem como em termos paisagísticos, paisagem humanizada”, refere o documento elaborado pela Direção Geral do Património Cultural e que conduziu à classificação daquele conjunto.

A DGPC acrescenta que aquele conjunto possui “valores culturais que importa proteger, conservar e salvaguardar dado a sua singularidade e autenticidade no âmbito do património cultural português e ibérico”.

O Forte e a Estação Arqueológica de Lovelhe localizam-se no lugar da Breia, na União de Freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe.

Trata-se de “um amplo conjunto patrimonial que inclui a fortaleza, mas também um vasto conjunto de ruínas arqueológicas que têm vindo a ser intervencionadas desde a década de 80 pelo professor Carlos Brochado de Almeida, dando a conhecer vários vestígios provenientes das seguintes ocupações – forte setecentista – igreja medieval – villa romana – ‘habitat’ da idade do ferro”.

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