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Freguesia de Viana reclama à IP limpeza de bermas em estrada nacional

Os habitantes freguesia de Carvoeiro, Viana do Castelo, apresentaram “várias” reclamações à Infraestruturas de Portugal (IP) a exigir a limpeza das bermas da Estrada Nacional (EN 308), operação que a empresa disse estar concluída no final do mês.

O movimento cívico, liderado por Maurício Queiroz, iniciou, na quarta-feira, a mobilização dos habitantes através das redes sociais, apelando que, através da página da IP na internet, manifestarem o seu “descontentamento” pela “vergonha” em que se encontram a aquela via.

“As bermas da estrada, nas entradas e saídas de Carvoeiro, têm um mato muito elevado. Tapa os sinais de trânsito e impede a visibilidade aos condutores”, explicou.

Maurício Queiroz adiantou que, esta quinta-feira “várias pessoas preencheram o formulário de reclamação disponível no ‘site’ da IP e que a pelo menos um morador a empresa respondeu adiantando que a limpeza irá estar concluída no final do mês”.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela agência Lusa, fonte da empresa explicou que “a IP já executou e continua a desenvolver os trabalhos de limpeza das Faixas de Gestão de Combustíveis (FGC) naquela estrada”.

“No troço que atravessa a freguesia de Carvoeiro estes serão concluídos até final do corrente mês”, sustentou a fonte.

O porta-voz do movimento cívico criado no Facebook, intitulado “Carvoeiro, Viana do Castelo”, com mais de 1.100 seguidores, disse esperar que o prazo seja cumprido. Caso contrário os habitantes daquela aldeia, integrada na União de Freguesias de Barroselas e Carvoeiro, “voltarão à carga”.

“Esta falta de limpeza tem colocado em risco a segurança de condutores e moradores. Este ano, os proprietários de terrenos foram pressionados e multados pela falta de limpeza de seus terrenos. É necessário que estas entidades responsáveis pela gestão de terrenos e estradas públicas também sofram as mesmas penalizações e obrigação. Deviam até dar o exemplo”, sustentou.

Maurício Queiroz disse que “há vários meses que os habitantes tem levantado o assunto nas reuniões da Assembleia de Freguesia, mas sem sucesso”.

“A União de Freguesias de Barroselas e Carvoeiro tem as mãos atadas. Tem efetuado várias diligências para obter resposta a esta necessidade e até o presente momento também não conseguiu. Sentimos que tínhamos que ajudar nessa exigência”.

Contactado pela Lusa, o presidente da União de Freguesias, Rui Sousa, referiu ter enviado “vários” ofícios à IP a reclamar a limpeza da via, mas sem resultado.

“Até propôs a formalização de um protocolo com a IP para, durante este mandato, ser a Junta a garantir a manutenção do troço mas a proposta de parceria que me enviaram é impossível de concretizar. Não temos capacidade para cumprir as exigências que são feitas”, acrescentou.

Rui Sousa afirmou que “na próxima semana irá solicitar uma reunião ao responsável local da IP para analisar o assunto”.

Na resposta que enviou à Lusa, a Infraestruturas de Portugal adiantou “ter à sua responsabilidade a gestão de cerca de 14 mil quilómetros de infraestruturas rodoviárias”.

“Destes, cerca de 45 %, o correspondente a 6.400 quilómetros, estão abrangidos pelas denominadas Faixas de Gestão de Combustível (FGC), identificadas nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI), as quais, desde o início de março estão a ser alvo de intervenções de limpeza que incluem todos os distritos do país”, especificou a empresa.

A IP acrescentou que “está a ser realizada ceifa em toda a Rede Rodoviária Nacional numa largura de três metros, a partir do limite da faixa de rodagem, a que acrescem trabalhos de desmatação, corte e abate seletivo de árvores até aos dez metros, nos concelhos com PMDFCI aprovados”.

“Os trabalhos nas diferentes estradas foram programados tendo em consideração as freguesias consideradas como prioritárias no Despacho 1913/2018 de 22 de fevereiro de 2018 e ainda nos concelhos onde existe o maior risco de incêndio, definidos no estudo realizado pelo Centro de Estudos Florestais (CEF) e Instituto Superior de Agronomia (ISA)”.

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