O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) anunciou este domingo que vai realizar testes de despistagem à Covid-19. O laboratório já instalado tem capacidade para 180 testes diários.
Em comunicado, o IPVC adianta que os testes vão começar a ser realizados por uma equipa da Unidade de Microbiologia Aplicada (UMA), “constituída por 10 elementos da Escola Superior de Tecnologia e Gestão e da Escola Superior Agrária, entre docentes, técnicos e investigadores”, que testaram “com sucesso” a realização de testes ao novo coronavírus.
O laboratório de testes vai entrar em funcionamento depois de cerca de duas semanas a efetuar todos os ajustes e adaptações necessários, “desde formação específica aos recursos humanos que estão envolvidos, aos procedimentos estabelecidos no âmbito do protocolo desenvolvido pelo Instituto de Medicina Molecular e aquisição dos materiais de proteção e reagentes necessários”.
“Houve uma transformação que passou por uma definição do novo layout do laboratório, tendo o mesmo sido esvaziado, ficando apenas o mínimo de equipamento necessário. Foram feitas as aquisições imprescindíveis para realizar este teste em particular. Fizemos e testamos os procedimentos adaptados à realidade do IPVC. Foram feitas algumas simulações para que toda a equipa envolvida neste processo se sentisse confortável com toda a parte técnica, nomeadamente no que diz respeito às normas de segurança”, explicou o coordenador da UMA e do grupo de trabalho, Paulo Fernandes.
O procedimento foi certificado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e será articulado com a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) e Proteção Civil Distrital.
“Na passada quinta-feira, dia 23 de abril, chegou a confirmação, por parte do Instituto Ricardo Jorge, de que estávamos aptos para efetuar estes testes”, contou o coordenador da equipa, acrescentando que “receberam uma série de amostras negativas e positivas, tendo sido efetuados testes no laboratório do IPVC”.
“As amostras foram depois enviadas novamente para o Instituto Ricardo Jorge que verificou a metodologia utilizada, reagentes e equipamentos. O Instituto repetiu os mesmos testes às referidas amostras e houve uma correspondência a 100 por cento nos resultados, um fator determinante para que ficássemos aptos a realizar os testes na UMA”, explicou Paulo Fernandes.
Numa primeira fase, por questões de segurança, “começarão a ser realizadas cerca de 40 a 50 amostras diárias, ou seja, metade da capacidade inicial do laboratório, sendo o objetivo chegar até às 180 amostras por dia”, revela o coordenador da UMA.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, vai visitar na segunda-feira, pelas 16h00, as instalações do laboratório, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. O presidente do IPVC, Carlos Rodrigues, vai anunciar no mesmo dia as linhas gerais do plano de reativação das atividades da instituição.










