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Escavações arqueológicas e obras do mercado de Viana do Castelo decorrem em paralelo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse  que as escavações arqueológicas no local onde existiu o prédio Coutinho começam segunda-feira e as obras de construção do novo mercado vão poder decorrer em simultâneo.

“Na segunda-feira são retomadas as escavações arqueológicas, mas vai ser possível compatibilizar essa tarefa com os trabalhos de construção do novo mercado”, afirmou Luís Nobre.

O autarca socialista, que falava à comunicação social no final da reunião ordinária do executivo municipal, adiantou que a construção do novo mercado “não vai ser com densidade pretendida enquanto houver arqueólogos no local”.

“No entanto, mas vai ser possível vai ser possível fazer as duas tarefas em simultâneo. Já tivemos uma reunião com a empresa responsável pelas escavações arqueológicas e com o empreiteiro para trabalharem em conjunto, com as entidades do património cultural envolvidas para agilizar o processo”, adiantou.

O tema da construção do novo mercado surgiu no período antes da ordem de trabalhos, a propósito de uma interpelação de Paulo de Morais, da bancada do PSD (três vereadores) sobre o estacionamento na cidade que classificou de “insuficiente, desconexo e incoerente”, considerando que os parques “mais centrais são inacessíveis e caros”, referindo-se ao parque privado do 1º Maio e ao concessionado na Avenida dos Combatentes, a principal artéria da cidade.

Na resposta, Luís Nobre a autarquia não pode interferir no valor praticado e adiantou que a concessão do parque da avenida vai ser revista em 2029.

Disse ainda que a capacidade de estacionamento na cidade vai aumentar quando estiver construído o parque de estacionamento de apoio ao novo mercado municipal.

Luís Nobre adiantou que não vão surgir vestígios “significativos” devido “à densidade das intervenções de construção do prédio Coutinho”.

As obras de construção do mercado municipal foram interrompidas por ter aumentado a área de escavações depois de descobertos achados.

A empreitada de construção do novo mercado, avaliada em 13,37 milhões de euros, começou em 29 de setembro e tinha como prazo de conclusão 18 meses, sendo que a descoberta de achados arqueológicos já fez derrapar a obra em três meses.

Vestígios do antigo convento de São Bento foram encontrados em outubro de 2025, durante as escavações no parque de estacionamento à superfície que existia nas traseiras do prédio Coutinho, desconstruído em 2022 para instalação do novo mercado municipal.

“Por mais que nos complique o calendário temos de cumprir senão embargava-nos a obra e, era certamente mais difícil de gerir esse processo. O calendário agora são 18 meses a contar a partir de segunda-feira”, frisou.

Luís Nobre disse ainda, na sequência de uma interpelação de Duarte Martins da bancada do PSD, sobre transportes públicos, que o serviço público de transportes assegurado pela autarquia, “foi gratuito durante seis meses”, apontando para breve a entrada em vigor do tarifário do TUViana, por “ja ter sido enviado para p+publicação em Diário da República”.

O tarifário tem um passe único de 20 euros. Para deficientes e seniores, o valor reduz para 10 euros. Para jovens e antigos combatentes, o passe é gratuito.

Os bilhetes ocasionais, adquiridos a bordo, custam 1,5 euros e o bilhete pré-comprado um euro.

Já os bilhetes de utilização diária custarão cinco euros para um dia ou 12 euros para três dias.