O Município de Monção aprovou, em Assembleia Municipal, o Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos para 2026, no valor de 46,58 milhões de euros, o maior de sempre no concelho. O documento foi aprovado por maioria, com 39 votos a favor, um voto contra e nove abstenções, após ter sido previamente analisado em reunião do Executivo Municipal.
O orçamento para 2026 mantém uma forte componente social, com medidas de apoio às famílias, estudantes e população mais vulnerável. Entre as ações previstas, destacam-se a manutenção do IMI na taxa mínima, a devolução de 3% do IRS aos munícipes e o reforço das Bolsas de Estudo “João Verde”, que passam para 40 apoios. Os transportes escolares permanecem gratuitos, e mais de 1800 alunos irão beneficiar de um voucher de 100 euros para material escolar. O programa “Monção Social”, que agrega várias medidas de apoio direto, vê a sua dotação aumentada para 300 mil euros.
O investimento distribui-se por várias áreas, com destaque para a habitação, saúde, educação e desporto. Estão previstas intervenções nos bairros da Imaculada Conceição e do Estandarte, bem como a construção de 32 novos fogos no âmbito da Estratégia Local de Habitação. Na saúde, prossegue a requalificação do Centro de Saúde de Monção, orçada em 3 milhões de euros, e na educação avança a modernização da Escola Secundária de Monção, com um investimento superior a 5 milhões. No setor desportivo, incluem-se a conclusão do novo relvado sintético do Parque Desportivo de Moreira e o avanço do Complexo Desportivo de Longos Vales.
O plano engloba também investimentos na economia, cultura, urbanismo e ambiente. Será concluída a Zona Empresarial do Vale do Mouro e avançará o Minho Park Monção. Na área cultural, está prevista a criação do Centro Criativo do Alto Minho na antiga cadeia. A mobilidade será reforçada com a aquisição de autocarros elétricos e a criação de duas linhas de transporte urbano. No eixo ambiental, continuam os investimentos no abastecimento de água, saneamento e eficiência energética.
A requalificação da rede viária municipal mantém-se como prioridade, abrangendo ligações entre freguesias e a valorização das entradas da vila, incluindo a zona das Portas do Sol. As juntas e uniões de freguesia receberão 2 milhões de euros em transferências de capital para execução dos seus próprios investimentos.
No final da sessão, o presidente da Câmara Municipal, António Barbosa, destacou que este é “o maior e mais exigente orçamento de sempre”, sublinhando que o documento pretende reforçar a centralidade do concelho e melhorar a qualidade de vida da população.










