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Viana do Castelo indica “absoluta determinação” de reafirmar maritimidade como “força do território”

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, realçou a “absoluta determinação” de reafirmar a maritimidade como a “força do território”. No arranque da conferência “Cidades Portuárias e a Economia Azul”, que aconteceu, esta quarta-feira, no Teatro Municipal Sá de Miranda, o autarca indicou que, no concelho vianense, existe “uma enorme vontade de nos afirmarmos através do mar e da inovação, particularmente no domínio da energia, que é um dos grandes desafios da atualidade”.

No evento, organizado pela Câmara Municipal e pelo Centro de Excelência Jean Monnet – Europa Azul Sustentável – OCEANID +, da Universidade Nova de Lisboa, Luís Nobre garantiu que as infraestruturas portuárias “são um fator de diferenciação e de afirmação de qualquer território”, defendendo a aposta sólida no Porto de Viana enquanto fator de atratividade económica e empresarial.

Afirmou ainda que “temos de promover um ecossistema que proteja as atividades existentes e promova as novas atividades emergentes em torno da economia azul enquanto fator de afirmação de Viana do Castelo”.

A coordenadora da OCEANID + / Universidade Nova de Lisboa, Regina Salvador, também considerou que as cidades portuárias têm um papel fundamental na economia internacional, indicando que 90% do comércio mundial é já marítimo. Explicou que as cidades portuárias “estão na vanguarda da inovação e acolhem clusters que atraem o investimento direto estrangeiro”, realçando o facto de os portos da União Europeia empregarem mais de 3 milhões de pessoas em 22 países estados-membro.

Já o Diretor da Unidade de Inovação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR NORTE), Ricardo Simões, indicou que o Norte representa 50% da produção das energias renováveis nacionais, o que coloca a região na frente da energia verde.

O administrador da WestSEA – Viana Shipyard, Vítor Figueiredo, destacou o investimento numa nova doca seca como sendo “estruturante, como não se fazia em Portugal há muitos anos”. Este é um investimento de mais de 24 milhões de euros, para incrementar a reparação naval e que permitirá captar navios de maior dimensão. A intervenção irá transformar a doca atual em doca seca, permitindo receber navios com 200 metros de comprimento, maior boca e calado. A nova doca seca, com 220 metros de comprimento e 45 metros de largura, ficará localizada na antiga rampa de lançamento do estaleiro, alinhada ao cais do Bugio, e vai permitir à empresa ganhos de capacidade para receber navios de maior dimensão e chegar a novos mercados no panorama internacional.

Já o Diretor Geral do SUSTEMARE, Jorge Delgado, indicou que “o mar surge como essencial, está à nossa frente como uma oportunidade de transição energética ligada às offshore que temos de aproveitar”.

Desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo, em parceria com outras entidades do sistema científico nacional, empresas, poder local e associações empresariais, o SUSTEMARE – Centro de Tecnologia e Inovação em Energias e Tecnologias Oceânicas visa responder aos grandes desafios do oceano com soluções sustentáveis, ciência, tecnologia de ponta e ligação direta ao tecido empresarial.