O presidente da Câmara de Viana do Castelo pediu hoje esclarecimentos ao ministro das Infraestruturas e Habitação sobre a aquisição da concessão das autoestradas A27 e A28 pelo First Sentier Group, controlado por um banco japonês.
Em comunicado enviado às redações, o socialista Luís Nobre diz que a Câmara Municipal de Viana do Castelo “não questiona a importância da venda da concessão”, mas quer saber se o novo concessionário “prevê a manutenção da isenção das portagens na A27 e nos troços da A28 atualmente sujeitos a reduções e isenções, e se está previsto um pacote de investimento nestas vias que, atualmente, e devido à carga de tráfego, estão a necessitar de um plano de reabilitação urgente”.
“A A27, que liga Viana do Castelo ao interior do concelho, e a A28, que liga o Porto a Viana do Castelo e aos concelhos litorais a norte, são infraestruturas estratégicas para a economia e para o desenvolvimento das regiões a norte do país”, sublinha o autarca socialista.
Desde 01 de janeiro, os troços entre Esposende e Antas (distrito de Braga) e entre Neiva e Darque, em Viana do Castelo, passaram a estar isentos do pagamento de portagens. Já a A27 nunca teve cobrança de portagens.
Luís Nobre refere ter sido “com alguma surpresa” que teve conhecimento, através da comunicação social, da “autorização por parte da Autoridade da Concorrência do negócio de aquisição das concessões da A28 e da A27 por parte do First Sentier Group, controlado pelo banco japonês Mitsubishi UFJ, e que já detém a AEDL – Autoestradas do Douro Litoral, que explora as autoestradas A41, A32 e A43”.
Durante vários anos, “os municípios do Alto Minho, juntamente com empresários e cidadãos e utentes desta via estruturante, bateram-se pela isenção e redução das portagens, tendo em vista um equilíbrio na coesão territorial e de justiça para com as regiões de acesso à fronteira”, recorda.
O autarca “reitera a necessidade de serem esclarecidas as linhas orientadoras do negócio junto dos autarcas cujos municípios estas vias servem, para que posteriormente sejam acautelados os interesses das nossas populações”.
Luís Nobre refere que “urge” os esclarecimentos das dúvidas que coloca no ofício que enviou ao ministro Miguel Pinto Luz, “sendo certo que o Município tem como principal objetivo o desenvolvimento coeso e justo do território”.










