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COMÉDIAS DO MINHO

Espetáculo de contadores de histórias chega às aldeias do Alto Minho

As Comédias do Minho e a Memória Imaterial apresentam, entre 3 de novembro e 11 de dezembro, o espetáculo “Uma Roda: entre histórias” que vai circular por várias freguesias dos concelhos de Melgaço, Valença, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira e Monção.

Segundo a companhia de teatro, o espetáculo de narração oral, com direção artística de José Barbieri e encenado por Luís Correia Carmelo, partiu de uma recolha de lendas, relatos e crenças realizada em territórios do Alto Minho.

“Alguns habitantes desta zona raiana conservaram na memória lembranças de uma história comum com a Galiza, no contrabando por exemplo, mas também nas crenças e nas lendas cujos enredos e personagens se espelham nas águas do rio Minho. Neste caso, são de realçar as histórias de lobisomens e das procissões das almas (os acompanhamentos), bem como a profusão de histórias tidas como verídicas sobre as almas penadas de familiares ou amigos”, refere Paulo Jorge Correia, responsável pela catalogação do património oral recolhido pela equipa da Memória Imaterial.

O repertório de contos narrados pelos atores das Comédias do Minho varia a cada sessão e, semanalmente, vai estar presente um narrador convidado. Luís Correia Carmelo, Ana Sofia Paiva, Cristina Taquelim, António Fontinha e Paula Carballeira são os contadores de histórias que se juntam à equipa residente, para “acender a imaginação dos espectadores com a sua forma única de apropriar a tradição oral”.

Para Magda Henriques, responsável pela direção artística das Comédias do Minho,  “a arte faz-se, também, para ampliar a medida dos nossos mundos e desestabilizar a nossa frequentemente acomodada perceção, por isso a escolha das histórias e o modo como se contam importam”.

“Uma Roda: entre histórias tem a forma de uma roda, um círculo de pessoas, na qual os contadores de histórias entretecem as suas narrativas, num diálogo informal entre si e o público”, explica a companhia na nota enviada à imprensa.

O espetáculo vai passar primeiro pelo município de Melgaço, com sessões no Centro Cívico de Castro Laboreiro (3 de novembro, às 21h00), Casa da Cultura de Melgaço (4 de novembro, às 21h30), Centro Cívico de Penso (5 de novembro, às 21h00) e Junta de Freguesia de Paços (6 de novembro, às 16h00), seguindo para o concelho de Valença, com sessões no auditório de Verdoejo (10 de novembro, às 21h00), auditório CILV da Escola Superior de Ciências Empresariais (11 de novembro, às 21h30), Junta de Freguesia de Gandra (12 de novembro, às 21h00) e São Gabriel, em Fontoura (13 de novembro, às 16h00).

Ainda no mês de novembro, em Paredes de Coura, há espetáculos na Junta de Freguesia de Romarigães (dia 17, às 20h30), no Centro Cultural de Paredes de Coura (dia 18, às 21h30), na Sede da Junta de Freguesia de Formariz (dia 19, às 20h30) e na Escola Primária de Cunha (dia 20, às 16h00), e em Vila Nova de Cerveira estão previstas sessões no Salão Paroquial de Covas (dia 24, às 21h00), Cineteatro de Vila Nova de Cerveira (dia 25, às 21h30), Junta de Freguesia de Nogueira (dia 26, às 21h00) e antiga Escola Primária de Candemil (dia 27, às 16h00).

Já em dezembro, o espetáculo chega a Monção e pode ser visto no Centro Interpretativo do Castro de S. Caetano, em Longos Vales, no dia 8, pelas 21h00, no Cine Teatro João Verde, no dia 9, pelas 21h30, na Junta de Freguesia de Merufe, no dia 10, às 21h00, e no Salão Paroquial de Moreira, no dia 11, pelas 16h00.

De 14 a 18 de dezembro, o espetáculo pode ser visto em Torres Vedras, no contexto da programação da Memória Imaterial CRL.

Além de revisitado neste espetáculo, o património oral recolhido nos cinco concelhos do Alto Minho está registado em vídeo, num processo de criação de que resulta ainda um documentário realizado por João Gigante.