Altominho.tv

Novo estado de emergência prevê ensino à distância e fecho de fronteiras

O Presidente da República afirmou que, se houver autorização do parlamento, o estado de emergência deverá ser renovado. Neste novo estado de emergência poderá haver ensino à distância e a possibilidade de venda de livros em hipermercados e fecho de fronteiras, no caso de ser necessário.

Segundo o Presidente da República, deverão manter-se as medidas que estão em vigor no novo período do estado de emergência, mantendo-se o quadro previsto no decreto presidencial e as medidas, entretanto, anunciadas pelo Governo.

“Parece que tem toda a lógica, perante as medidas tomadas na passada sexta-feira, que esta renovação do estado de emergência seja, no fundo, o prolongamento da renovação anterior, integrando as medidas que foram tomadas”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

O Chefe de Estado começou esta terça-feira a ouvir os partidos sobre a renovação do estado de emergência. Foram ouvidos Os Verdes, a Iniciativa Liberal, o Chega, o PAN e o CDS de Francisco Rodrigues dos Santos que concordou com o encerrar de fronteiras.

Para além do encerramento de fronteiras, o diploma poderá sofrer algumas alterações, nomeadamente, o eventual regresso da venda de livros e do ensino à distância.

Esta quarta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa reúne-se com os restantes partidos. O novo decreto será debatido e votado na quinta-feira, no Parlamento, e deverá ser novamente aprovado.

O atual período de estado de emergência, que entrou em vigor no dia 15 de janeiro, termina às 23h59 do próximo sábado.