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Alto Minho tem seis concelhos que vão entrar em confinamento parcial a partir de quarta-feira

Vários concelhos do Alto Minho estão entre os 121 municípios que entrarão em confinamento parcial a partir de quarta-feira devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje o primeiro-ministro.

Segundo disse o primeiro-ministro após o Conselho de Ministros extraordinário que decidiu novas medidas para controlar o aumento de casos de covid-19 no país, o confinamento parcial irá aplicar-se em concelhos com mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Cento e vinte e um municípios vão ficar abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador, devido à covid-19.

Os restaurantes nestes 121 concelhos do continente não poderão ter mesas com mais de seis pessoas e o seu horário de fecho passa a ser as 22h30.

Os estabelecimentos comerciais terão de fechar, na generalidade, às 22h00.

Também nestes territórios, ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

No Alto Minho os 6 concelhos que entrarão em confinamento parcial a partir de quarta-feira são:

Caminha
Paredes de Coura
Ponte de Lima
Valença
Viana do Castelo
Vila Nova de Cerveira

Existem ainda outras medidas para os 121 concelhos mais afetados pela pandemia:

Dever de permanência no domicílio  (exceto para o conjunto de deslocações já previamente autorizadas, às quais se juntam as deslocações para atividades realizadas em centros de dia, visitas a utentes em estruturas residenciais para idosos e para pessoas com deficiência, unidades de cuidados continuados integrado ou outras respostas dedicadas a pessoas idosas, bem como as deslocações a estações e postos de correio, agências bancárias e agências de corretores de seguros ou seguradoras e as deslocações necessárias para saída de território nacional continental);

Os autarcas de cada município podem fixar um limite de encerramento inferior ao limite estabelecido, mediante parecer favorável da autoridade local de saúde e das forças de segurança;

Teletrabalho volta a ser obrigatório, independentemente do vínculo do trabalhador, quando as funções o permitam e salvo impedimento deste último;

Volta a aplicar-se o desfasamento de horários nos locais de trabalho com 50 ou mais trabalhadores.