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Porto/Post/Doc

Realizador vianense Miguel Filgueiras filma trilogia em torno dos Black Bombaim

O realizador Miguel Filgueiras registou num documentário uma “trilogia” criativa da banda Black Bombaim, que trabalhou com três compositores diferentes, o que resultou igualmente numa tríade de capítulos que se estreiam no próximo dia 27 no Porto/Post/Doc, no Porto.

O filme será exibido no festival de documentários no âmbito da secção ‘Transmission’, dedicada à música, acompanhando o processo de criação da banda em conjunto com três compositores diferentes, dividindo o filme, assim, em três capítulos distintos, numa viagem guiada pela música.

Convidado pela editora Lovers & Lollypops para trabalhar “no seguimento de uma estética e linha de interesse, a da relação da música com o documentário experimental”, o realizador Miguel Filgueiras acabou por voltar a operar neste campo, em que se sente “bastante confortável”.

O filme dividiu-se, desde logo, a partir do trio de compositores com quem a banda de Barcelos trabalhou, Pedro Augusto, Luís Fernandes e Jonathan Uliel Saldanha, “bastante distintos uns dos outros” pela própria variedade em estilo e projeção musical de cada um.

“Olhando para a primeira parte do filme e a última, vemos que são estéticas e metafísicas completamente diferentes, até no campo da edição e realização, mas ao mesmo tempo misturadas, porque a própria banda também mistura, é um pilar que uniformiza tudo”, explica o realizador.

Filgueiras, um “fã, amigo e apaixonado dos Black Bombaim”, vê na banda minhota “um som cinematográfico que ajuda” a trabalhar na dimensão audiovisual, por levar “à expansão do pensamento e da liberdade da música”, e a colaboração deixou-o “muito contente”.

“Relacionava-me com o som e sabia que o som me ia permitir certo tipo de relações próximas com a imagem, com os Black Bombaim seria mais fácil”, aponta o cineasta.

A sinopse do filme descreve-o como sendo “sobre a criação musical e a sua relação com a paisagem enquanto espaço de criação de mitologias e de somatização de fantasmas”.

“A música em si é um fantasma, é uma coisa invisível. Há um emissor e um recetor, um espaço, e esse fantasma, que se somatiza constantemente em vibrações”, completa Miguel Filgueiras.

Recorde-se que este realizador vianense, realizou em 2012 “Alto do Minho”, o filme documental que retrata tradições alto-minhotas, que tem recebido diversos prémios desenvolvendo um percurso internacional em festivais, assim como em simpósios, conferências e eventos culturais.

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