Óbito/Freitas do Amaral: Viana do Castelo aprova voto de pesar

A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, por unanimidade, um voto de pesar pela morte do fundador do CDS e ex-ministro Diogo Freitas do Amaral que morreu hoje, aos 78 anos, disse à agência Lusa fonte da família.

O voto de pesar foi proposto pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, no período antes da ordem de trabalhos da reunião ordinária do executivo iniciada cerca das 16:00.

Aos votos favoráveis da maioria socialista, juntaram-se os dos dois vereadores do PSD, Paula Veiga e Hermenegildo Costa, e da CDU, Cláudia Marinho.

Na apresentação da proposta, José Maria Costa sublinhou tratar-se de “uma figura incontornável da democracia portuguesa”.

Diogo Pinto Freitas do Amaral, professor universitário, nasceu na Póvoa de Varzim em 21 de julho de 1941. Foi líder do CDS, partido que ajudou a fundar em 19 de julho de 1974, vice-primeiro-ministro e ministro em vários governos.

Freitas do Amaral, que estava internado desde 16 de setembro, fez parte de governos da Aliança Democrática (AD), entre 1979 e 1983, e mais tarde do PS, entre 2005 e 2006, após ter saído do CDS em 1992.

No final de junho deste ano, Freitas do Amaral lançou o seu terceiro livro de memórias políticas, intitulado “Mais 35 anos de democracia – um percurso singular”, que abrange o período entre 1982 e 2017, editado pela Bertrand.

Nessa ocasião, em que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro líder do CDS e candidato nas presidenciais de 1986 – que perdeu para Mário Soares – recordou o seu “percurso singular” de intervenção política, afirmando que acentuou valores ora de direita ora de esquerda, face às conjunturas, mas sempre “no quadro amplo” da democracia-cristã.

Líder do CDS, primeiro-ministro interino, ministro em governos à esquerda e à direita, presidente da Assembleia-Geral da ONU, disse em entrevista à agência Lusa quando já se encontrava doente, em junho de 2019, que sofreu “um bocado” com a derrota nas presidenciais de 1986, embora tenha conseguido dar a volta, com “uma carreira de um tipo diferente” e partir para “uma série de pequenas vitórias”.