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Trânsito cortado em avenida de Viana do Castelo quase um mês para animação de Natal

O trânsito na avenida principal de Viana do Castelo vai estar cortado quase durante um mês para a realização do Mercado de Natal, alteração que foi hoje aprovada com os votos contra dos três vereadores da coligação PSD/CDS-PP.

A proposta apresentada em reunião de câmara pela vereadora da mobilidade, Fabíola Oliveira, é justificada com o programa natalício organizado pela autarquia, de 5 de dezembro a 4 de janeiro, e a realização do Mercado de Natal, de 5 a 23 de dezembro e de 26 de dezembro a 4 de janeiro.

O trânsito vai ser proibido em parte da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra aos domingos e no dia 8 de dezembro, das 14h30 às 23h00, de segunda a quinta-feira, das 14h30 às 20h00, sextas e sábados, das 11h30 às 23h00, dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro, das 17h30 às 02h00.

A medida aplica-se ao “troço compreendido entre a Avenida Conde da Carreira e a Rua General Luís do Rego, no sentido norte-sul a pesados”, mas também nos troços “compreendidos entre a Rua General Luís do Rego e a Rua Manuel Espregueira, entre a Praça do Eixo Atlântico e a Rua Grande, sentido sul-norte”.

“Todas as vias que confluem para os arruamentos anteriormente elencados estarão consequentemente condicionadas ao trânsito no período em que decorrerá o evento e/ou até ordem em contrário das forças de segurança competentes. Excetua-se a estes condicionalismos os moradores com cartão de residentes devidamente identificados”, refere a decisão hoje tomada.

A coligação PSD/CDS-PP, através do vereador Duarte Martins, referiu que a “Avenida dos Combatentes da Grande Guerra ficará praticamente sempre encerrada ao trânsito, durante praticamente todo o mês de dezembro e início do mês de janeiro”, o que “representa um distúrbio profundo na circulação, no acesso à escola da Avenida, ao centro histórico e — sobretudo — no funcionamento dos estabelecimentos comerciais, que dependem precisamente desta mobilidade”.

“O chamado motivo – a realização do Mercado de Natal – é, ele próprio, um absurdo. E é muito importante sublinhar este ponto. O local e a forma como o Mercado de Natal está colocado é incompreensível. O que poderia ser uma iniciativa para dinamizar o comércio local acaba por ter exatamente o efeito contrário”, adiantou Duarte Martins.

O vereador destacou que “a colocação das barracas [para o Mercado de Natal] na Avenida dos Combatentes, uma das principais artérias da cidade, é o espelho de uma decisão totalmente desconectada das necessidades do comércio”, até porque “existem vários espaços alternativos, adequados, que poderiam receber este mercado sem causar transtorno ao trânsito e, simultaneamente, dar vida a outros pontos da cidade”.

O Chega, representado por José Belo, votou a favor apesar de não concordar com a localização do Mercado de Natal.

“Não sei quem teve aquela ideia. Não tem lógica ocupar uma via estruturante durante tantos dias. Mas, decidido o local, o corte é inevitável. Não há alternativa”, sustentou.

O vice-presidente e vereador com o pelouro da Cultura, Manuel Vitorino, explicou que a localização foi escolhida “com base na centralidade e na capacidade de atração do espaço”.

“O mercado está onde está porque ali existe um ponto de forte afluência e 90% do trânsito que passa na avenida é apenas de passagem, não de consumo no comércio local”, argumentou.

O presidente da Câmara, Luís Nobre, alegou a necessidade de “experimentar novas soluções” de dinamização da cidade.

Segundo Luís Nobre, o local para o Mercado de Natal foi escolhido para “minimizar perturbações”, uma vez que “no troço onde se realiza a iniciativa existe apenas um morador, para o qual foi encontrada solução”.

“Não podemos ficar agarrados ao passado. Temos de testar novas experiências. Nunca haverá uma solução que agrade a todos, mas esta foi pensada para mitigar problemas e criar oportunidades no centro histórico”, enfatizou.