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Monitorização de fissuras na Fortaleza de Valença começa nos próximos dias 

O presidente da Câmara de Valença disse ontem que nos próximos dias vai ser implementado um sistema de monitorização de toda a zona amuralhada para registar o comportamento das fissuras detetadas na parte norte da Fortaleza da cidade.

“Desta forma será possível identificar, atempadamente, eventuais riscos”, adiantou José Manuel Carpinteira.

O autarca socialista, que ontem presidiu à primeira reunião de trabalho após a derrocada, no domingo, de parte da muralha da Fortaleza, que juntou com a participação de técnicos da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), do município e de uma empresa especializada, adiantou terem sido detetadas mais de uma fissura na zona norte da muralha de Valença, no distrito de Viana do Castelo, onde está localizada a Pousada de São Teotónio.

“Segundo os técnicos, essas fissuras já estavam referenciadas e estavam a ser acompanhadas (…). Há vários anos que se mantêm da mesma forma, mas queremos atuar e corrigir essas fissuras”, especificou.

José Manuel Carpinteira adiantou que “por sugestão dos técnicos DRCN” irá ser implementada nos próximos dias “a restrição temporária de acesso aos túneis dos patamares inferiores dos baluartes do Socorro e do Carmo, junto à Pousada”.

“Neste momento, por uma questão de precaução, vai vedar-se essa zona, que é uma zona crítica já identificada junto à Pousada. Depois será feita nova avaliação da estrutura para saber como se irá atuar”, especificou.

Questionado sobre o risco de novas derrocadas face à previsão de precipitação para os próximos dias, José Manuel Carpinteira disse que “não ser possível tecnicamente” acelerar os trabalhos de consolidação da muralha, sendo que já esta semana será iniciada a drenagem, possível, a partir do exterior, para minimizar a acumulação de águas”.

“Junto à muralha vão ser criadas zonas de drenagem de água. Os técnicos dizem que a derrocada [de domingo] se deve ao peso da água. A água infiltrou-se e o pano de muralha deslizou”, adiantou.

O autarca acrescentou que também “nos próximos dias será alargada a zona de segurança, em torno da área afetada, sendo que a partir de amanhã será iniciado o trabalho topográfico, seguindo-se a estabilização dos terrenos” junto à muralha que deslizou.