Altominho.tv

Jogo de futebol interrompido devido a distúrbios na bancada

O jogo entre o GD Castelense e a AD Ponte da Barca, no último domingo, foi interrompido pelo árbitro ao minuto 80 devido à falta de segurança no Campo Beira-Mar, em Castelo de Neiva.

De acordo com várias testemunhas presentes no local, registaram-se confrontos entre adeptos na bancada, o que levou o árbitro a dar a partida por terminada.

Nas redes sociais, o GD Castelense denunciou adeptos da equipa de Ponte da Barca na posse de armas brancas, nomeadamente uma faca. “Prestem atenção a esta foto de dois adeptos do AD Ponte da Barca que não satisfeitos com as provocações e insultos dirigidos aos nossos jogadores, adeptos e ao próprio arbitro assistente, usam ainda um cinto e uma faca para provocar o caos”, pode ler-se na publicação.

Contactado pela Altominho TV, Pedro Gonçalves, vice-presidente da AD Ponte da Barca frisou que os adeptos do seu clube não estiveram na origem dos distúrbios.

“Um senhor estava a mandar vir com duas mulheres que estavam mais acima da bancada, chamando-lhes vários nomes. Na altura até alertei o GNR para a situação, pelo facto de o senhor já não estar em condições. Mais tarde, na sequência de um lance do jogo ele subiu a bancada e ia bater numa das raparigas e o irmão dela empurrou-o e caíram os dois pela bancada abaixo. Daí é que começou a pancada toda”, explica o dirigente, acrescentando: “Depois disso, os adeptos do Castelense entraram no campo para iniciar confrontos. Não entrou um único adepto da Barca no terreno. Da Barca não houve ninguém que começasse nada! Só defendeu a irmã.”

Pedro Gonçalves lamentou ainda a publicação do GD Castelense nas redes sociais: “A tal faca que falam é tudo mentira, já liguei para a GNR e não há queixa nenhuma. Na terça-feira temos reunião com o conselho de disciplina porque esta partilha que eles fizeram é um incitamento ao ódio.  Se eles têm provas só têm que fazer queixa às autoridades. Temos que acabar com isto.”

Por sua vez, Manuel Costa, presidente do GD Castelense, garantiu à Altominho TV que “o clube vai defender-se a todo o custo” e admitiu apresentar uma queixa formal junto das autoridades. “O que se passou foi que uma dita claque afeta à AD Ponte da Barca puxou de armas brancas na bancada. São tudo situações alheias ao jogo. O árbitro já tinha interrompido o jogo antes por causa de uma situação com o árbitro assistente”, conta o dirigente.

“Nós somos os únicos prejudicados. O nosso clube não compactua com esta gente. Isto é denegrir o futebol. Este tipo de pessoas devia ser irradiado do futebol. Connosco nunca aconteceu nada disto em quarenta anos que estou neste cargo. É inadmissível!”, reforça Manuel Costa.

A claque afeta à AD Ponte da Barca, apelidada de ‘Inferno Vermelho’, emitiu um comunicado onde rejeita as acusações de que os adeptos de Ponte da Barca estariam na posse de armas brancas: “A foto usada no comunicado para associar e manchar a imagem da AD Ponte da Barca em circunstância alguma relaciona os sujeitos da foto com o clube, não estando estes na posse de qualquer tipo de adereço que os caraterize como adeptos afetos ao mesmo.”

“Decorria a segunda parte do jogo quando um adepto claramente afeto ao Castelense e notoriamente embriagado partiu para agressões verbais em direção das mulheres e crianças afetos à AD Ponte da Barca e em seguida não tardou em agredir fisicamente, agarrando pelo pescoço um adepto normal da Ponte da Barca, provocando aí todo o tumulto e consequentes agressões físicas entre ambas as partes”, pode ainda ler-se no comunicado.

A claque frisa ainda que, após os incidentes, os adeptos visados foram devidamente identificados e revistados por alegada posse de arma branca pela GNR: “Não foi encontrada faca alguma, foi encontrado sim este porta-chaves que tanto alegam ser uma arma branca. Nas devidas instâncias, os sujeitos que partiram para a acusação terão que provar então a tese que estão a propagar de forma caluniosa!