Altominho.tv

Aluna do Politécnico de Viana do Castelo cria projeto piloto para acolher os sem abrigo

Bruna Freire, aluna de mestrado em Design Integrado da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), está a criar um Espaço-Abrigo para os sem abrigo.

A aluna está “entusiasmada” com o projeto piloto, que espera ter concluído até ao final do ano e que gostava de ver implementado numa primeira fase em Viana do Castelo.

“Queremos chegar a todos os sem abrigo”, justifica Bruna Freire, que espera agora por financiamento. “Trata-se de um espaço que tem como principal objetivo dignificar a vida dos sem abrigo, mas que não tem regras nem horários”, explica, entretanto, o coordenador do curso em Licenciatura de Design de Ambientes, Manuel Rivas.

 A tese de mestrado da aluna da ESTG-IPVC já foi apresentada durante uma reunião conjunta com os possíveis parceiros do projeto Espaço-Abrigo. Esta tese tem a sua origem numa ideia de criar um “espaço digno” para as pessoas sem abrigo da cidade de Viana do Castelo e que foi proposta pelo Grupo de Trabalho em Design, constituído pelos docentes da ESTG-IPVC Liliana Soares, Ermanno Aparo, Jorge Teixeira, Rui Cavaleiro e Manuel Rivas.

Trata-se de um projeto “muito interessante” e estará concluído até o final do ano, assegura o coordenador do curso. A “grande diferença” entre os espaços já existentes e este projeto piloto é que “não se pretende fidelizar as pessoas, muito menos ter regras e horários de entrada”, argumenta ainda o docente, referindo que a ideia “é dignificar a vida dos sem abrigo, dando-lhes uma espaço para dormir e tomar um banho”.

Outra das vantagens deste espaço passará por ser autossustentável em termos ambientais.

Bruna Freire está “entusiasmada” com o projeto, estando “numa fase de modelação, criação de protótipos e escolha de materiais”, adianta. A aluna de mestrado espera que o projeto piloto “passe o período de testes para se perceber se é viável e se o público-alvo o aprova”, sublinha a aluna, revelando que será um dormitório com espaços individuais com quarto e casa de banho.

“Acompanhei a visita de trabalho do GAF e falei com os sem abrigo para perceber as dificuldades que tinham”, conta Bruna Freire, que considera a informação recolhida “fundamental” para o trabalho que vai desenvolver.