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Câmara e APDL querem adaptar porto de Viana do Castelo a necessidades das empresas

A Câmara de Viana do Castelo e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana (APDL) vão estudar juntas as necessidades das empresas e ajustar a capacidade de resposta do porto de mar aos “desafios do futuro”.

O protocolo “Estudo Prévio para o desenvolvimento do Porto de Viana do Castelo”, hoje assinado entre o presidente do conselho de administração da APDL, Nuno Araújo, e o presidente da câmara da capital do Alto Minho, Luís Nobre, vai estar concluído dentro de três meses, indicando “as oportunidades e desafios do futuro” para que a infraestrutura possa continuar a crescer”.

“O objetivo do estudo é claro. Perceber quais as necessidades da economia local e, com isso, ver se o porto de mar está em condições de responder a essas necessidades. Se não estiver, o que podemos nós, Estado e APDL, fazer para melhorar a capacidade de resposta”, afirmou Nuno Araújo durante a celebração do acordo.

O presidente do concelho de administração da APDL indicou que nos últimos três a quatro anos foram investidos 30 milhões euros para melhorar as condições do porto de mar que movimenta, por ano, entre 300 e 400 mil toneladas de mercadorias, mas que ainda dispõe de capacidade instalada para atingir mais de um milhão de toneladas, por ano”.

“Nos últimos anos investimos 30 milhões de euros, para captar novas empresas e proporcionar ao tecido económico que aqui já trabalha melhores condições, mas não queremos ficar por aqui. Se o estudo identificar que a infraestrutura que hoje existe não corresponde, de alguma forma, às expectativas e que podemos proporcionar soluções logísticas mais fiáveis, mais capazes, mais baratas, se for o caso, para que as empresas da região possam progredir, prosperar, ainda mais iremos fazer o que for necessário para que isso se venha a concretizar. É esse o nosso compromisso”, disse.

Segundo Nuno Araújo, o porto de mar de Viana do Castelo “é a única infraestrutura portuária do país que pode acolher as empresas que se queiram instalar em Portugal, nomeadamente as que estão associadas às energias oceânicas”.

“É, talvez, o único porto do país que está em condições de receber esse tipo de indústria. Não só por ter capacidade para ampliar os acessos marítimos, como dispor de capacidade de expansão dos terraplenos para uma área que não é possível em nenhum outro porto do país com acesso ao plano de água. Estamos a falar de cerca de 270 mil metros quadrados”, referiu.

O presidente do conselho de administração da APDL adiantou que essa expansão irá também beneficiar o porto comercial da cidade.

“A APDL tem vindo a trabalhar na expectativa de atrair outras rotas, trazendo companhias marítimas e armadores que queiram aqui escalar. Estamos a bater-nos para termos um serviço ro-ro. É uma expetativa da região e da APDL. Um serviço ro-ro mais polivalente do que temos em Leixões que proporcionasse soluções logísticas com componente turística”, especificou.

Já o presidente da Câmara de Viana do Castelo destacou a “relação histórica” entre a câmara e a APDL na expansão do porto de mar, classificando o estudo que agora vai ser elaborado como um “desafio para o futuro”, que irá “abrir oportunidades e desafios” à infraestrutura portuária e ao território.

O autarca socialista disse que a autarquia “quer estar neste processo, ser elemento ativo e decidir” o “melhor perfil de futuro e sustentabilidade” do porto.

“O município quer estar dentro do processo e não na expectativa para ser se corre bem. Quer estar dentro para poder dialogar e influenciar”, sustentou Luís Nobre.

A elaboração do estudo tem o valor máximo previsto de 40 mil euros, ao qual acresce o valor do IVA, e será pago em partes iguais pelas entidades signatárias do protocolo hoje assinado.