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Alto Minho candidata projetos de 16,4 milhões de euros para criar 377 camas para estudantes

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e as câmaras de Valença e Melgaço candidataram ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) projetos de 16,4 milhões de euros para criar 377 camas para estudantes.

O presidente do IPVC, Carlos Rodrigues, adiantou à Lusa que uma das duas candidaturas promovidas pela instituição prevê a construção de uma nova residência universitária na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), na avenida do Atlântico, junto à Praia Norte, em Viana do Castelo.

O segundo projeto prende-se com a requalificação do centro académico do IPVC, situado no centro daquela cidade, “num investimento estimado em cerca de 1,5 milhões de euros”.

Carlos Rodrigues justificou a intervenção com a “necessidade de melhoria das condições do alojamento dos estudantes”. “Há tipologias de quartos que já não se adequam à realidade atual”, afirmou.

O responsável adiantou que os dois projetos promovidos pelo IPVC passaram, no final de abril, à segunda fase do processo de candidatura ao PRR, estimando a sua conclusão “até final de julho”.

Em causa está o concurso para apoio financeiro à construção, reabilitação e renovação de residências para estudantes do ensino superior, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para alargar a atual oferta de camas a preços acessíveis.

“As nossas expectativas são elevadas porque os projetos foram bastante bem classificados e, por outro lado, por se tratar de uma necessidade urgente”, afirmou, referindo-se à criação de alojamento para os estudantes.

Já as câmaras de Valença e Melgaço, em parceria com o IPVC, promoveram mais duas candidaturas para a construção de residências universitárias para os estudantes que frequentam a Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE) e a Escola Superior de Desporto e Lazer (ESDL), respetivamente.

O projeto para criação de alojamento estudantil a custos acessíveis de Valença prevê a criação de 56 camas, num investimento de 1.812.600 euros.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira, disse esta quinta-feira que o município pretende “aumentar as condições para alguns dos alunos deslocados e bolseiros que estudam ou que possam vir a estudar na ESCE”, permitindo-lhes “o acesso a alojamento de qualidade a preços controlados”.

A nova residência universitária será dotada de “salas de refeição, biblioteca, salas de convívio e estudo, lavandarias, área de gestão e administrativa, sala de TV e jogos, estacionamento exterior e espaço exterior de convívio”.

José Manuel Carpinteira adiantou que o local destinado à residência “localiza-se numa zona estratégica do aglomerado urbano da cidade, que garante a proximidade à ESCE e, ao mesmo tempo, num raio de 200 metros permite o acesso a infraestruturas públicas, como ao pavilhão gimnodesportivo, piscina e biblioteca municipal”.

Ao “nível de acesso aos meios de transporte, o espaço encontra-se a uma distância de 10 minutos a pé da estação ferroviária de Valença e numa das principais vias de circulação de transporte público”, especificou.

O presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista, adiantou que a candidatura do município prevê a reabilitação da escola primária de Prado e a sua adaptação às funções de alojamento estudantil, num investimento de 680 mil euros que criará 21 camas.

O programa de apoio do PRR prevê que os projetos estejam executados até março de 2026.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 CTESP e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).