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Longa-metragem e mini-série “A Síbila” com cenas gravadas em Caminha esta semana

O realizador Eduardo Brito está esta semana em Caminha, com a equipa de “A Sibila” para gravar algumas cenas de uma longa-metragem e uma mini-série de três episódios que trará para a cena as personagens criadas por Agustina Bessa-Luís naquela que é considerada uma obra fundamental da literatura portuguesa.

A produção é de Paulo Branco para a RTP e tem o apoio da Câmara Municipal de Caminha.

Com dois nomes enormes a assinar a produção e a realização, o elenco de “A Síbila” conta entre os atores com Maria João Pinho, Joana Ribeiro, Sandra Faleiro, João Pedro Vaz, Ana Padrão, Diana Sá, Rita Martins, Simão Cayatte, Madalena Aragão, Emília Silvestre, Gustavo Sumpta, Raimundo Cosme, Rui Neto e Marcello Urgeghe.

Esta semana, alguns deles estão por cá, para interpretar cenas de uma história que atravessa a vida de “Joaquina Augusta Teixeira: nascida na Casa da Vessada, tomada na adolescência por uma síncope, a cuja recuperação se associou uma sabedoria profunda acerca de todos os rimos da consciência, do instinto, das forças telúricas – o dom profético de sibila, como na antiguidade – e morta já velha, rica de ouro e terras. A personagem Quina é inspirada em Amélia Teixeira de Bessa (1877-1957), tia de Agustina, por sua vez representada no livro por Germana.

No fim de A Sibila, Germa sucede patrimonial e espiritualmente a Quina (como Agustina sucedeu a Amélia), não sem antes se confrontar com a figura de Custódio, um rapaz adoptado por Quina, a quem ela se dedicou como uma mãe. Tal como no romance, A Sibila dá-se a ver como uma história em espiral, parecendo terminar onde começa — toda a narrativa é contada em analepse por Germa, na sala da Casa da Vessada que herdou da tia”, lê-se na sinopse.

A Câmara Municipal de Caminha associa-se assim a um grande projeto, de prestígio, que integrará as comemorações dos cem anos do nascimento de Agustina Bessa-Luís, que se completam a 15 de outubro deste ano. O concelho de Caminha e alguns dos seus espaços ficarão igualmente imortalizados nestas obras cinematográficas que terão grande visibilidade.

Eduardo Brito é um cineasta de referência, que trabalha em cinema, fotografia e escrita, com vários trabalhos distinguidos.

O produtor Paulo Branco, por sua vez, dispensa apresentações e é reconhecido a nível nacional e internacional. Recebeu inúmeros prémios e diversas homenagens durante sua carreira, que soma quase 300 produções cinematográficas. No ano passado foi homenageado pela segunda vez pela Cinemateca Francesa, com uma retrospetiva da sua obra.