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Iniciada construção de centro de acolhimento de animais em Viana do Castelo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo informou hoje que a construção, em Cardielos, do centro de acolhimento e bem-estar animal começou em dezembro por “dificuldades do empreiteiro”, frisando ser uma “necessidade urgente e efetiva” do concelho.

Luís Nobre, que respondia às interpelações dos vereadores do PSD, CDS-PP e da CDU no período antes da ordem do dia na reunião do executivo, admitiu o atraso no início da empreitada, consignada em julho último, e informou que os trabalhos “começaram antes do Natal com a vedação do estaleiro, estando em curso as operações de limpeza e escavação das fundações”.
O autarca socialista explicou que a “falta de mão de obra, materiais de construção e a pandemia de covid-19 condicionam a conclusão da obra”.

O centro de acolhimento e bem-estar animal, num investimento de 370 mil euros, está a ser construído num terreno com aproximadamente 4.070 metros quadrados de área total.
Localiza-se na rua da Portela, na freguesia de Cardielos, sendo confinante com a Autoestrada 27 (autoestrada do Vale do Lima).

Luís Nobre informou o executivo municipal da existência de um abaixo-assinado que, localmente, contesta a construção do equipamento em Cardielos, mas garantiu que “o projeto cumpre a lei e é para concretizar”.
“Este foi um projeto muito maturado. O terreno está situado na transição de espaço florestal e área urbana industrial, próximo de atividades económicas mais ruidosas que os animais que o centro acolherá”, especificou.
O autarca disse não perceber a “dificuldade de aceitação do local, quando a escolha do local foi feita, com acompanhamento da Junta de Freguesia, com todo o cuidado para garantir o distanciamento aos aglomerados populacionais e para que fosse o menos conflituoso possível”.

“O município não podia andar eternamente à procura de um terreno para construir o equipamento, e lembro que este é o segundo terreno que a autarquia compra para construir o centro de acolhimento. Não vamos comprar um terceiro terreno. Esta é uma necessidade urgente, objetiva e efetiva. A maior resistência surge do proprietário de uma serralharia, situada nas proximidades. Será um centro de acolhimento animal mais ruidoso que uma serralharia?”, questionou o autarca.
Luís Nobre garantiu que o equipamento “não será um canil à moda antiga”, mas um “centro de acolhimento com todas as condições para tratar bem os animais”.
“Os animais fazem mais barulho quando são mal tratados ou estão presos. Não fazem barulho por serem bem tratados”, rematou.

O edifício principal surge no alinhamento da estrada que lhe dá acesso, sendo que a ligação ao interior do centro de acolhimento é feita pelo lado nascente, onde se localiza o estacionamento público.
No átrio será instalado o balcão de atendimento, sanitários públicos, sala de reuniões e corredor para as divisões interiores. A poente localizam-se os balneários do pessoal e uma pequena copa, bem como uma área técnica acessível pelo exterior.
Do lado nascente foram aglomeradas as funções de triagem, médicas veterinárias e higiene animal. 
Os espaços destas funções tendem a ser sequenciais, com portas entre eles para que diariamente, e principalmente em situações limite, não se perca tempo nem se cruzem funções. 

Este núcleo, de medicina veterinária, do centro de acolhimento, foi o definidor da localização do edifício de quarentena/emergência, a nascente do principal.
Ainda no edifício principal, na zona posterior, ficam a cozinha de alimentação animal, o armazém de alimentos e material, a lavandaria e a zona técnica. O edifício quarentena/emergência fica a nascente do edifício principal, junto das funções médico veterinárias para potenciar esta sinergia.
É composto por um cela semicircular e quatro celas com condições térmicas.