Altominho.tv

Retoma económica e social são prioridades do presidente de Viana do Castelo

O novo presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, apontou hoje a retoma económica e social do concelho como as prioridades do mandato que arrancou com instalação dos órgãos autárquicos saídos das eleições de setembro.

“Este exercício autárquico vai ser exigente, não só pelas oportunidades, mas pelas necessidades que se levantam neste período pós-pandemia de covid-19 em que temos de intervir quer na recuperação económica, quer no apoio social. Temos de estar atentos e ser competentes para ir ao encontro dos anseios dos vianenses”, afirmou o socialista Luís Nobre.

O novo presidente da Câmara da capital do Alto Minho, que falava aos jornalistas no final da tomada de posse do novo executivo e da assembleia municipal que decorreu hoje no Teatro Municipal Sá de Miranda, disse que a “sua equipa “está preparada para começar já a trabalhar no acesso aos fundos comunitários”.

“Estamos num ciclo único. Termina um quadro comunitário Portugal 2020, o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) tem de ser executado até 2026 e inicia-se o próximo quadro comunitário 2030”, destacou Luís Nobre.

Questionado sobre a distribuição de pelouros pelos cinco vereadores socialistas eleitos nas últimas autárquicas adiantou que essa matéria será revelada na segunda-feira, após a primeira reunião ordinária do executivo municipal marcada para as 11:00 e que decorrerá à porta fechada.

O PS manteve-se à frente da Câmara de Viana do Castelo, depois de ter vencido as eleições autárquicas de setembro, mas mudou de presidente devido à lei de limitação de mandatos.

O socialista José Maria Costa, com 60 anos, não pôde concorrer novamente à presidência por ter atingido o limite de mandatos (três consecutivos), tendo passado o testemunho para Luís Nobre, com 50 anos, que hoje tomou posse o novo presidente da Câmara de Viana do Castelo.

Segundo os resultados oficiais divulgados pelo Ministério da Administração Interna, depois de apurados os resultados das 27 freguesias do concelho de Viana do Castelo, o PS foi o vencedor com 45,05% dos votos (cinco mandatos), seguido do PSD/CDS-PP (três mandatos), com 24,59%, e da CDU (PCP-PEV), com 10,04% (um mandato).
O BE obteve 4,54% dos votos, o Aliança 3,84%, o Chega 3,45%, a Iniciativa Liberal 1,80% e Nós, Cidadãos! 1,01%.

No mandato que agora terminou, o PS tinha seis mandatos, o PSD dois mandatos e a CDU um.

No discurso que proferiu após a tomada de posse, Luís Nobre disse que “a evolução demográfica negativa para onde a Europa, o país e o concelho caminham reflete e reforça a urgência de reformas políticas e de novas estratégias que permitam reformular o processo de captação de novos residentes para onde há denso e amplo espaço para novas e efetivas políticas nos domínios da habitação e social, com apoios intergeracionais e de retaguarda às famílias”.

“A chave para uma real reversão desta tendência passa, também, pela capacidade que tivermos de atrair e fixar embaixadores culturais, artísticos, desportivos e tecnológicos na cidade e no concelho que robusteçam a nossa identidade única que, bem comunicada e digitalmente desmaterializada criará o ambiente e a reputação absolutamente indispensável para atração de talento e de novos residentes”, referiu.

Em declarações aos jornalistas no final da sessão, um dos três vereadores eleito pela coligação PSD/CDS-PP, Eduardo Teixeira, disse que a sua equipa “está com sentido de responsabilidade e que tudo fará no sentido de construir o melhor para Viana do Castelo”.

“Hoje tomei posse. Vamos ver agora os próximos tempos na certeza, porém, que participarei em boa parte das reuniões de Câmara. Só não estarei naquelas em que me for impossível ou que não queiram que eu esteja presente. Espero que haja bom senso”, disse o também deputado do PSD na Assembleia da República.

Teixeira garantiu que a “missão” da coligação no executivo de maioria socialista passa por “afirmar o projeto em que 12 mil vianenses votaram”.

“Todos os eleitos darão o seu melhor. Veremos nas próximas reuniões de Câmara se o taticismo vai terminar ou vai continuar”, disse, assegurando que a “liderança na será construtiva, atuante e vai pugnar pelo cumprimento das normas e dos bons costumes”.
“Assim será a nossa postura”, frisou.