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BORGWARNER

BorgWarner lança primeira pedra da nova unidade de produção em Viana do Castelo

A multinacional norte-americana BorgWarner iniciou a construção de uma nova fábrica em Viana do Castelo, que vai produzir motores elétricos para o setor automóvel.

De acordo com a empresa, “o investimento na nova unidade, que tem previsto o início parcial de produção para o primeiro trimestre de 2022 e a produção em plena capacidade em 2024, ronda os 100 milhões de euros” e vai criar mais de 300 novos postos de trabalho. Trata-se do terceiro investimento da multinacional na capital do Alto Minho, onde já emprega cerca de mil trabalhadores.

O primeiro-ministro, que falava na cerimónia de lançamento da primeira pedra da nova fábrica da BorgWarner no parque empresarial de Lanheses, disse tratar-se de um “sinal de confiança” dos promotores internacionais em Portugal.

“É uma mensagem muito importante sobretudo numa fase onde há enormes fatores de incerteza à escala global. Estamos a sair de uma pandemia que implicou uma crise económica muitíssimo profunda, mas as empresas têm demonstrado enorme confiança na nossa economia”, referiu.

Para António Costa, a aposta da BorgWarner em Viana do Castelo “é um investimento que tem os olhos postos no futuro”. “Vejo este investimento como mais um bom sinal como podemos estar na liderança no processo de mutação civilizacional que o combate às alterações climáticas vai implicar. Não estamos à espera que acabem os motores a combustão, estamos, felizmente, a acolher as empresas que estão a investir nos motores do futuro e que assegurarão um novo futuro à indústria automóvel”, setor que, frisou, “tem peso muito relevante na economia portuguesa”.

Nas novas instalações, com cerca de 17 mil metros quadrados, irão funcionar as áreas de operações, engenharia, qualidade e compras, sendo focada a produção em motores elétricos, inversores e sistemas de gestão de bateria que serão fornecidos aos principais construtores de veículos da Europa.

“A Europa é uma importante base de produção para os fabricantes de veículos. A nossa mais recente unidade de produção está estrategicamente localizada para servir as necessidades dos nossos clientes e pretende atender à crescente procura por componentes para veículos elétricos”, referiu Tony Allen, presidente e diretor geral para a Europa da BorgWarner PowerDrive Systems, citado na nota enviada à imprensa.

Para o diretor geral da nova fábrica da BorgWarner, Hugues Simion, “a nova unidade em Viana do Castelo enquadra-se na estratégia de crescimento global da BorgWarner e demonstra o compromisso da empresa com Portugal enquanto país de cariz industrial”.

Já o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, considera que este investimento “é uma clara demonstração da atratividade de Portugal para projetos de alto valor acrescentado e uma aposta no futuro da mobilidade elétrica”.

A BorgWarner instalou-se em Portugal em 2004 e na capital do Alto Minho em 2014, num investimento de 25 milhões de euros e na altura estimava criar 500 postos de trabalho.

O grupo é líder mundial de produtos em soluções de tecnologia limpa e eficiência para veículos de combustão, híbridos e elétricos. Com fábricas e instalações técnicas em 96 localizações em 24 países, a empresa emprega cerca de 50.000 pessoas. Tem um volume de faturação anual de 10 milhões de dólares, sendo que “um terço do seu negócio está instalado na Europa”.

Englobada na iniciativa “Charging Forward”, a multinacional anunciou que está a acelerar a estratégia de eletrificação, através do aumento da produção de componentes para veículos elétricos, e planeia aumentar as receitas com a produção de componentes para veículos elétricos de 3% para cerca de 45% até 2030, juntamente com o compromisso de atingir a neutralidade de carbono até 2035.