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João Neves assume presidência da empresa Águas do Alto Minho

João Neves, da Águas de Portugal (AdP), é o presidente da Águas do Alto Minho (AdAM), informou a empresa que serve sete dos 10 concelhos da região, face à saída de Carlos Martins, até agora presidente não executivo.

Em comunicado enviado às redações, a Águas do Alto Minho, que gere as redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento, explicou que com esta nomeação, a AdAM passa a ter um presidente executivo.

“O presidente não executivo da AdAM, Carlos Martins, informou o acionista maioritário da empresa, a AdP, da sua intenção de deixar de exercer o referido cargo. Na comunicação feita, Carlos Martins refere que estando reunidas as condições de normalidade de gestão da empresa, chegou a hora de repensar o modelo de governança e reforçar a gestão de proximidade com um presidente executivo”, explica a empresa.

Segundo a nota, ao “assumir as funções de presidente executivo da AdAM, João Neves irá reforçar a capacidade de gestão da empresa”.

“Licenciado em engenharia civil pela Faculdade de Engenharia do Porto, João Neves enquanto administrador da AdP conduziu o grupo de trabalho criado em janeiro de 2021 para reforço da resposta da AdAM à necessidade de operacionalização dos serviços comerciais e de melhoria da capacidade de atendimento ao cliente”, explica a empresa.

Já “Carlos Martins continuará a exercer as suas funções na AdP, designadamente no desenvolvimento dos projetos de integração de sistemas em baixa”.

A empresa foi constituída em 2019 e começou a operar em janeiro de 2020, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

Em janeiro deste ano, a AdAM anunciou o início da regularização de consumos não faturados em 2020, na sequência de erros que afetaram 15 mil consumidores.

A constituição da empresa tem sido contestada por vários partidos e pela população, que se queixam do aumento “exponencial” das tarifas e do “mau” funcionamento dos serviços, reclamando a sua reversão e a devolução da gestão daquelas redes a cada um dos municípios.