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Águas do Alto Minho alega atraso dos CTT para fixar novo prazo para pagamento de faturas

A empresa de gestão das redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento Águas do Alto Minho (AdAM) anunciou hoje um novo alargamento dos prazos para pagamento de faturas, alegando “um novo atraso dos CTT”.


“Decorrente dos atrasos verificados na distribuição da correspondência por parte dos CTT em algumas áreas de intervenção da Águas do Alto Minho, e por forma a minimizar os impactos negativos desta situação, a AdAM procedeu ao alargamento do prazo de pagamento das faturas”, refere uma nota hoje enviada à imprensa.


Segundo a empresa, as faturas cuja data limite de pagamento da fatura termina hoje passam a poder ser liquidadas até ao dia 21.
As faturas a pagar até ao dia 17, passam para o dia 23, as de 18 para 24, de 19 para 25, as de 22 para 28 e as faturas com limite de pagamento no dia 23 podem ser liquidadas a 01 de março.


No início deste mês, a empresa anunciou o primeiro alargamento do prazo de pagamento de faturas, que expirava a 05 de fevereiro, por seis dias úteis.
Também na ocasião, em comunicado, a AdAM explicou que a medida “tem como objetivo colmatar os constrangimentos provocados pela situação de estado de emergência, no âmbito da pandemia da covid-19, que originaram atrasos na distribuição da correspondência em algumas áreas de intervenção da Águas do Alto Minho”.


As faturas “podem ser liquidadas através do multibanco, ‘homebanking’ e rede de balcões Pagaqui”.
A AdAM relembra os clientes que podem recorrer à linha de atendimento telefónico e ao ‘website’, para tratar todos os assuntos relacionados com o serviço prestado, sem terem de sair de sua casa.


Em janeiro, a AdAM iniciou a regularização dos consumos não faturados em 2020, na sequência de erros que afetaram 15 mil consumidores.


Na altura, explicou que os consumidores podem regularizar os consumos “na totalidade, pelos canais de pagamento usuais, ou de forma fracionada, bastando não realizar a liquidação imediata”.
“Valores inferiores a 30 euros serão pagos em seis frações, cobrada nas faturas dos seis meses seguintes, e os valores superiores a 30 euros serão pagos em 12 frações, cobradas nas faturas dos 12 meses seguintes”, explica a empresa em comunicado.
Na semana passada, a empresa lançou uma nova aplicação que “permite aos clientes, entre outras coisas, atualizar dados dos contratos, comunicar leituras, e aceder às referências de pagamento”.


A myAQUA é “uma aplicação gratuita para ‘smartphones’, que já foi testada no mercado nacional em vários sistemas de gestão de água”.
A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP)e, em 49%, pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.


Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.
A empresa começou a operar em janeiro de 2020, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.


A constituição da empresa tem sido contestada por vários partidos e pela população de alguns concelhos, que se queixam do aumento “exponencial” das tarifas e do “mau funcionamento dos serviços”.


A faturação foi suspensa em abril, depois de terem sido detetados erros que afetaram 15 mil consumidores, e reiniciada em junho de 2020.