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Estrutura de retaguarda instalada no centro cultural de Viana do Castelo começa a funcionar na quinta-feira

A Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR) instalada no centro cultural de Viana do Castelo começa a funcionar na quinta-feira, para receber utentes de lares e doentes com Covid-19 que já não necessitem de internamento hospitalar.

Em declarações à Lusa, o presidente do conselho de administração da ULSAM, Franklim Ramos, disse tratar-se de uma estrutura para o distrito de Viana do Castelo, criada no âmbito da Proteção Civil e com coordenação técnica da Segurança Social”.

“A autoridade de Saúde terá de dotar o espaço de pessoal médico, de enfermagem e disponibilizar os equipamentos necessários”, especificou.

O presidente da comissão distrital de proteção civil de Viana do Castelo, Miguel Alves, confirmou à Lusa a entrada em funcionamento daquela estrutura na quinta-feira, garantidas as equipas de profissionais que vão assegurar o serviço.

O responsável adiantou que a EAR vai disponibilizar 120 camas, mas pode chegar até 200 camas.

“O serviço vai iniciar-se com 10 camas e crescer à medida das necessidades, sempre em módulos de 10 camas. Cada equipa, constituída por um médico, um enfermeiro e auxiliares de ação direta e geral, assegurará os três turnos necessários para garantir o funcionamento 24 horas daquela resposta”, especificou Miguel Alves, que é também presidente da Câmara de Caminha.

Aquela unidade foi instalada pela Câmara de Viana do Castelo, em abril, no centro cultural da cidade. Inicialmente esteve prevista a desativação desta unidade, no final de outubro, mas, entretanto, a Câmara de Viana do Castelo e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) decidiram prolongar o seu funcionamento até final de novembro devido ao aumento de casos de Covid-19 na região.

Anteriormente, à Lusa, Miguel Alves adiantou que aquela unidade “não só vai receber utentes das Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI), como também vai estar preparada para receber pessoas hospitalizadas que não apresentam sintomas”. “Pessoas que possam receber alta hospitalar, libertando camas, mas que precisem de vigilância médica”, especificou.