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Foto: JN Barcelos, 18/02/2020 - Entrevista a Dito, do Gil Vicente. (Gonçalo Delgado/Global Imagens)

Fernando Gomes lembra Dito como um “homem que deu muito ao futebol português”

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, lamentou hoje a morte do ex-internacional Dito, “um homem que deu muito” à modalidade e desempenhava o cargo de diretor-geral do Gil Vicente.

“Foi com choque e enorme consternação que tomei conhecimento da morte de Dito. Um homem que deu muito ao futebol português e que ainda tinha muito para dar no exercício das funções que desempenhava. Homem discreto e de caráter, deixa um vazio difícil de preencher”, referiu o dirigente, numa nota publicada no sítio oficial da FPF na Internet.

Fernando Gomes endereçou as “mais profundas condolências” à família, aos amigos e ao Gil Vicente pela perda de Dito, antigo treinador e ex-jogador, que morreu hoje aos 58 anos, confirmou à agência Lusa fonte do clube da I Liga portuguesa.

O dirigente sentiu-se mal quando viajava de automóvel para o estágio que os minhotos estão a realizar até sábado em Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, tendo sido assistido pelos médicos da formação de Barcelos no local e transportado mais tarde para o hospital de Monção, sem que os esforços surtissem efeito.

Eduardo José Gomes Camassele Mendez, mais conhecido no futebol por Dito, nasceu em Barcelos em 18 de janeiro de 1962 e foi internacional em 17 ocasiões pela seleção nacional, tendo juntando passagens por Gil Vicente, Sporting de Braga, Benfica, FC Porto, Vitória de Setúbal, Sporting de Espinho, Torreense e Ovarense, entre 1975 e 1996.

À carreira como defesa central, abrilhantada pelas conquistas da I Liga e da Taça de Portugal ao serviço das ‘águias’, na temporada 1986/87, seguiu-se um percurso como treinador no Esposende, Salgueiros, Felgueiras, Chaves, Portimonense, Ribeirão, Moreirense, juniores do Sporting de Braga, Varzim, Famalicão e Sporting da Covilhã.

Na última época, Dito estreou-se em funções diretivas e ajudou o Gil Vicente a construir um plantel de raiz para assinalar o regresso à elite, a partir do Campeonato de Portugal, na sequência do ‘caso Mateus’, na companhia do conceituado treinador Vítor Oliveira, responsável pela 10.ª posição, com 43 pontos, 10 acima da zona de despromoção.