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Voluntários costuram batas, toucas e botas para ajudar profissionais de saúde

Mais de 30 voluntários de Melgaço estão a costurar batas, toucas e botas para entregar aos profissionais de saúde, num movimento solidário que uniu a população empenhada em contribuir com equipamentos de proteção individual.

A ideia surgiu em Vila Nova de Cerveira pelas mãos de Paula Santos, que através de um apelo nas redes sociais reuniu mais de uma centena de voluntárias. Uma iniciativa que começou com o objetivo de produzir batas e toucas para três hospitais do Porto e depois para o hospital de Viana do Castelo, foi agora prolongada para o centro de saúde de Melgaço e instituições sociais do concelho.

“Começamos a produzir batas, botas e cógulas para ajudar os profissionais de saúde porque temos conhecimento que há falta de equipamentos, quer no centro de saúde local quer nas instituições sociais do concelho, nomeadamente, lares e centros sociais, que também precisam de um reforço extra”, afirmou Carla Pereira em entrevista à Altominho.tv.

Aos 40 anos, a administrativa “não conseguiu ficar indiferente” à iniciativa de Paula Santos e reuniu alguns amigos da Associação Noites Gaiteiras. Em poucos dias, voluntariaram-se “mais de 30 pessoas” que, no passado sábado, começaram a confecionar os equipamentos de proteção individual.

“Não conseguimos estimar o número de batas, botas ou toucas que vamos conseguir costurar, mas queremos aproveitar ao máximo os tecidos para conseguir o maior número de peças e esperamos que esta ajuda chegue a todas as instituições”, explicou.

A iniciativa já conta com o apoio da Câmara Municipal e de algumas juntas de freguesia do concelho. No salão da Junta de Freguesia de Prado e Remoães, alguns voluntários cortam os moldes, que depois são distribuídos pelas costureiras.

“Cada voluntária costura as peças na sua casa e depois devolve-as para reunirmos os equipamentos e podermos entregá-los ao município, responsável pela distribuição às instituições”, adiantou a voluntária.

Por enquanto, a matéria-prima para a confeção das primeiras peças está garantida, mas dois rolos de TNT, tecido não tecido, impermeável/respirável de 100 gramas, “para uma melhor proteção dos profissionais de saúde”, podem não ser suficientes para “dar resposta a todos os pedidos”.

“O tecido começa a escassear, há fornecedores com o tecido esgotado e também há casos em que se estão a aproveitar da situação para aumentar o custo do tecido, o que torna mais difícil continuarmos a costurar para os profissionais de saúde”, referiu Carla Pereira, declarando que, “enquanto tiverem tecido, não vão parar”.

Os primeiros equipamentos de proteção já estão prontos e, nos próximos dias, deverão chegar às mãos dos profissionais do concelho.