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Hospitais de Viana e Guimarães transmitem endoscopia ao vivo a especialistas em Braga

Os hospitais de Viana do Castelo e Guimarães vão transmitir, na sexta-feira, ao vivo, técnicas inovadoras de tratamento por endoscopia das vias biliares e do pâncreas para mais de 200 especialistas reunidos, em Braga, num curso internacional.

“Vamos fazer a transmissão de tratamentos minimamente invasivos por endoscopia, que são menos agressivos, mas com igual eficácia, a partir das unidades de endoscopia do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e do hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, para o auditório da faculdade de medicina da Universidade do Minho (UM), onde estão, reunidos no maior curso internacional do país, especialistas  da Bélgica, Holanda, Espanha, Turquia e Itália, entre outros”, explicou hoje à Lusa o médico Luís Lopes, um dos organizadores da iniciativa.

Segundo o diretor do serviço de gastrenterologia do Hospital de Santa Luzia, e professor da faculdade de medicina da UM, trata-se de uma transmissão “inédita” no país, que juntará dois hospitais, “fisicamente longínquos”, para mostrar a um auditório com mais de 200 especialistas na área “as tecnologias mais recentes no tratamento das doenças do pâncreas, do fígado e das vias biliares, usando a endoscopia”.

“Vão ser utilizadas técnicas inovadoras, algumas das quais serão aplicadas, pela primeira vez, em Portugal, nomeadamente, as que permitem tratar as pedras da via biliar que, até há pouco tempo eram operadas e que, agora, podem ser fragmentadas com laser, e o tratamento de pedras no pâncreas, que agora é possível de uma forma minimamente invasiva”, especificou.

Luís Lopes, que reparte com Jorge Canena,  gastrenterologista do hospital CUF Infante Santo,  em Lisboa, a organização da terceira edição do curso internacional  – ‘From basic to expertise – An UpToDate – New Frontiers’ – explicou que serão também apresentadas “técnicas inovadoras de tratamento, com radiofrequência, de tumores do pâncreas ou das vias biliares, sem recurso à cirurgia convencional”.

“Em termos de endoscopia diferenciada, as técnicas mais evoluídas fazem-se no Alto Minho. Os outros hospitais podem fazer tanto como nós, mas não fazem mais do que nós”, referiu Luís Lopes.

O hospital de Santa Luzia é gerido pela Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM), criada em 2009, e que integra ainda o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

A ULSAM é composta ainda por 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

Na sexta-feira, as transmissões a partir das salas de endoscopia dos serviços de gastrenterologia dos hospitais de Viana do Castelo e Guimarães para o auditório da UM decorrem entre as 09:45 e as 13:15, com a “presença de vários especialistas internacionais, mundialmente reconhecidos na área da endoscopia de intervenção”.

A terceira edição do curso internacional de terapêutica endoscópica das vias biliares e pâncreas termina no dia 01 de fevereiro, na faculdade de medicina da UM.

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