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Exposição mostra 40 obras da coleção da bienal de arte de Vila Nova de Cerveira

Quarenta criações artísticas em escultura, pintura, gravura, fotografia e vídeo integram a mostra que a Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) inaugura, no sábado, para “dar a conhecer ao público” a sua coleção, composta por 700 obras.

“Ao longo dos tempos temos feito diversas exposições das cerca 700 obras que integram a a coleção do museu da bienal de forma a que possam ser revistadas pelas pessoas”, disse hoje à Lusa o diretor artístico da FBAC, Cabral Pinto.

Cabral Pinto explicou que o acervo da fundação integra “obras premiadas nas bienais, doações e algumas aquisições” e abrange todas as áreas artísticas, criadas por artistas portugueses e de vários países.

A exposição vai ser inaugurada no sábado, pelas 16h00, no Museu Bienal de Cerveira, onde permanecerá até 8 de fevereiro.

“Queremos dar oportunidade às pessoas para conhecerem a nossa coleção que tem feito um percurso no país e fora dele, em países como Espanha, Itália, França e Brasil”.

Cabral Pinto revelou que a FBAC tenciona “fazer uma itinerância em Paris”, admitindo que esse projeto “está dependente de um apoio requerido à Direção-Geral das Artes (DGArtes)”. “Vamos até que pronto é possível fazer esta exposição em Paris”, observou.

A seleção dos “cerca de 40 artistas” da exposição que abre no sábado tem como curadores Cabral Pinto e Helena Mendes Pereira.

“Propõe-se uma reaproximação histórica e física ao panorama artístico português e internacional, que é também reflexo da própria evolução da arte contemporânea”, lê-se na nota hoje enviada à imprensa.

Além daquela mostra, a bienal vai apresentar ainda os trabalhos criados pelos brasileiros Jayme Reis e Zélia Mendonça durante uma residência artística que decorreu, durante um mês, na casa do artista Jaime Isidoro.

O diretor artístico da FBAC lembrou que Jayme Reis foi premiado na última bienal e que Zélia Mendonça é “o elo de ligação com a bienal de São Paulo, no Brasil, com quem a fundação de Vila Nova de Cerveira quer estabelecer um protoloco”.

A Bienal Internacional de Arte de Cerveira, a mais antiga da Península Ibérica, realiza-se desde 1978. Em 2018, decorreu entre 15 de julho e 16 de setembro, e recebeu cem mil visitantes. A 20.ª edição apresentou mais de 600 obras, de 500 artistas de 35 países em 8.300 metros quadrados, num total de 14 espaços expositivos.

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