Investigadores realizam mais escavações arqueológicas em Melgaço

Os investigadores na área de arqueologia voltaram a Melgaço para realizar trabalhos centrados nas jazidas paleolíticas na freguesia de Remoães e prospeções ao longo do rio Minho. Na freguesia de Penso também se realizaram, pela primeira vez, prospeções, informou hoje a autarquia.

Os trabalhos realizados, este ano, contaram com a presença de uma equipa de 12 alunos da Licenciatura e do Mestrado em Arqueologia da Universidade de Lisboa, tendo-se focado na continuação da escavação da jazida das Carvalhas, situada na Veiga de Remoães, na abertura de novas sondagens na mesma jazida e na realização de prospeções ao longo do rio Minho entre Chaviães, a montante, e a ponte que liga Melgaço a Arbo, a jusante.

Na jazida das Carvalhas, procurou-se “alargar a área anteriormente intervencionada para setores onde uma maior dimensão do nível arqueológico pudesse permitir a recolha de amostras para a posterior obtenção de datações por métodos radiométricos. Para além dos artefactos líticos exumados, os trabalhos aí realizados permitiram identificar pelo menos uma área onde se pretende vir a recolher as desejadas amostras”, lê-se na nota enviada à imprensa.

“Já no setor 4 da mesma jazida, os trabalhos incidiram numa nova área dos depósitos de origem fluvial que aí se encontram representados, tendo levado a reconhecer a complexidade do seu desenvolvimento local e a ocorrência de perturbações históricas dos seus níveis mais superficiais sem, todavia, permitir recolher os artefactos em conexão com uma data que se obteve na campanha de 2016. Trata-se, porém, de um objetivo que a equipa tentará levar a bom porto numa próxima campanha de trabalhos que aí se venha a realizar”, adianta o município.

Na freguesia de Penso, as prospeções, que procuraram determinar as condições de jazida de uma coleção de artefactos paleolíticos que haviam sido há alguns anos recolhidos nas imediações do Monte Castro, tornaram possível verificar que o local onde se realizaram os achados se encontra muito remexido.

Estas escavações estão a dar continuidade aos trabalhos no âmbito do projeto arqueológico transfronteiriço “Miño/Minho – Os primeiros habitantes do baixo Minho”, que estuda as primeiras ocupações humanas no Baixo Minho conservadas na sua margem esquerda.

O projeto encontra-se em desenvolvimento há quatro anos, incidindo as suas intervenções na área do concelho de Melgaço e na zona a montante de Monção.

O objetivo é “descobrir mais informações sobre o Paleolítico do Baixo e Médio Noroeste da Península Ibérica e dezenas de artefactos com milhares de anos”.

No projeto estão envolvidos investigadores portugueses associados às Universidades de Lisboa, Minho e Porto e investigadores espanhóis da Universidade de Vigo, do Centro Nacional de Investigación sobre la Evolución Humana de Burgos e do Instituto de Evolución en África da Universidade de Alcalá de Henares.

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