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População de freguesia de Viana reúne-se para decidir nova contestação a padre

A população de Santa Leocádia de Geraz do Lima, em Viana do Castelo, reúne-se terça-feira para decidir novas formas de contestação ao pároco nomeado há três meses pela diocese.

“Nessa reunião poderão ser tomadas medidas mais duras. Vão ser pedidas opiniões à população caso permaneça a intransigência da diocese de Viana do Castelo. Se a diocese disser que o padre tem de tomar posse, suponho que teremos que abrir a igreja, mas tomaremos outras medidas que poderão passar por alguma violência física, porque as pessoas estão revoltadas”, disse à Lusa o porta-voz dos paroquianos, Agostinho Lima.

O responsável explicou que o “impasse” na paróquia de Santa Leocádia de Geraz do Lima, com cerca de dois mil habitantes, e situada a cerca de 20 quilómetros da cidade de Viana do Castelo, “arrasta-se há três meses, na sequência da morte do pároco anterior e da nomeação, pela diocese, do padre Adão Lima”.

“Após o falecimento do pároco João Cunha, com 90 anos de idade, o padre mais velho de Viana do Castelo e com 60 anos de sacerdócio nesta freguesia, foi nomeado pela diocese o padre Adão Lima, sem qualquer comunicação aos órgãos de igreja de Santa Leocádia”, lamentou Agostinho Lima.

Contactada pela agência Lusa, fonte do secretariado diocesano de Viana do Castelo informou que o bispo Anacleto Oliveira “não faz qualquer comentário sobre o assunto”.

O porta-voz dos paroquianos adiantou que, “depois de várias reuniões com órgãos responsáveis da diocese e face à falta de diálogo dos mesmos, a população decidiu, por unanimidade, e em reunião realizada no centro paroquial, não entregar as chaves da igreja para que o padre nomeado não pudesse tomar posse”.

“A população entende que o padre Adão Lima é uma pessoa materialista, com grandes sinais de riqueza, autoritário, inacessível, não dialogante e um mau exemplo para a comunidade. Qualquer outro padre será bem recebido, menos o que foi nomeado pela diocese”, sustentou Agostinho Lima.

Segundo aquele responsável, o padre escolhido pela diocese “só não resignou porque sabe que a população de Santa Leocádia está contra a sua nomeação e entende que com a sua não renúncia se torna uma pessoa com mais poderes, demonstrando uma atitude ditatorial”.

Agostinho Lima explicou que “a população já reuniu com o vigário geral a quem colocou todas as suas razões”, mas sem resultados. 

“O vigário geral é ditador e inflexível. A igreja funciona de forma ditatorial, não há flexibilidade”, acrescentou.

Na reunião marcada para a próxima terça-feira, pelas 20:30, a população irá “aprovar uma carta que será enviada a todos os órgãos eclesiásticos quer em Portugal, quer em Roma”.

“Pretendemos dialogar com o bispo de Viana do Castelo para resolver esta situação, nunca até à data o mesmo aceitou qualquer pedido de reunião com os paroquianos nomeados para o efeito”, especificou.

Fonte: Lusa

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