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Entrada de alimentos não é permitida no prédio Coutinho

A empresa de segurança contratada pela VianaPolis informou hoje familiares dos moradores do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, de que não é mais permitida a entrada de alimentos no edifício.

A situação aconteceu cerca das 14h30 e, após a informação dada pelo segurança, a filha de um dos casais que mora no prédio retirou-se do local com a água e os alimentos que levava num saco.

Já o filho de um outro morador conseguiu fazer chegar a comida ao pai e irmão que habitam num apartamento no 5.º andar através de uma corda.

Na altura em que procedia à operação de enviar a comida pela corda, um agente da PSP no local tentou impedi-lo, mas face ao protesto do familiar acabou por deixar içar a refeição.

Pelas 15h00, no interior do edifício encontravam-se funcionários da autarquia, elementos da VianaPolis e o advogado dos moradores, desconhecendo-se o motivo da visita.

O presidente da Câmara de Viana do Castelo apelou hoje de manhã ao bom senso dos últimos nove moradores do prédio Coutinho, alertando para o facto de estarem a “incorrer no crime de usurpação de bem imóvel”.

“Nos dois últimos dias tenho mantido contactos telefónicos com os moradores, apelando ao bom senso e alertando para o facto de estarem a incorrer no crime de usurpação de bem imóvel, que tem moldura penal por desobediência, expressa de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga [TAFB]”, afirmou José Maria Costa.

A ação de despejo dos últimos moradores no prédio estava prevista cumprir-se às 09h00 de segunda-feira, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, de abril, que declarou improcedente a providência cautelar movida pelos moradores em março de 2018.

O Edifício Jardim, localmente conhecido como prédio Coutinho, tem desconstrução prevista desde 2000 ao abrigo do programa Polis.

Fonte: Lusa

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