Pousadas de Melgaço, Ponte Lima e Viana do Castelo vão acolher estudantes no próximo ano letivo

A oferta de alojamento para os estudantes do ensino superior vai aumentar no início do próximo ano letivo, devendo estar disponíveis camas em residências e pousadas de todo o país, anunciou hoje o secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. 

O apoio financeiro dado pelo Estado aos bolseiros do ensino superior para alojamento também vai aumentar 40%, passando dos atuais 130 euros para 174 euros, disse em declarações à Lusa João Sobrinho Teixeira, no final da audição na comissão parlamentar de Educação e Ciência, que decorreu durante toda a manhã.

A oferta de residências nunca foi suficiente para dar resposta a todos os alunos bolseiros e por isso o Governo atribui um complemento de alojamento de cerca de 130 euros para ajudar os estudantes a pagar quartos no mercado livre de arrendamento.

No próximo ano letivo, “esse suplemento vai subir para 174,3 euros, o que significa um aumento de 40%”, afirmou João Sobrinho Teixeira.

Esta é uma das medidas do executivo para minimizar o impacto dos elevados preços do arrendamento, que nos últimos anos se tornou numa das principais barreiras no acesso ao ensino superior, uma vez que para muitas famílias é um encargo impossível de suportar.

O executivo avançou com um programa de alojamento que pretende duplicar a oferta de camas em dez anos e garantir uma resposta para 12 mil alunos nos próximos quatro anos.

A alternativa para muitos alunos poderá ser uma das 15 pousadas da juventude que deverão também começar a receber estudantes no início do próximo ano letivo, apesar de manterem a sua essência de pousada. 

“Com respostas mais imediatas” estão as pousadas de Almada, Aveiro, Abrantes, Beja, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guimarães, Lisboa, Melgaço, Ponte Lima, Viana do Castelo e Porto, enumerou o secretário de estado.

Além destas, existem outras quatro pousadas que terão de ser alvo de obras de reabilitação de forma a serem “disponibilizadas totalmente para alojamento de estudantes”.

A residência no bairro lisboeta da Ajuda, que terá capacidade para receber cerca de 300 alunos, é uma das que deverá estar pronta para acolher os estudantes já no próximo ano letivo, assim como outras três residências: Portalegre; Ponta Delgada (Açores) e outra em Lisboa – a Residência Maria Beatriz, que pertence ao Politécnico de Lisboa.

Já as residências de Águeda, Aveiro e Porto terão de ser alvo de obras, cujo arranque está previsto para quando começarem as aulas.

Também com planos para estar a funcionar já no próximo ano letivo, está a maioria dos 36 imóveis em Lisboa e em Abrantes do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, uma vez que estão globalmente em bom estado, havendo apenas um ou outro a necessitar de obras.

Os estudantes nacionais mas também estrangeiros que vivam em países de língua portuguesa poderão tentar uma vaga nos espaços que serão disponibilizados pelas dioceses: “Estamos a ver os edifícios que posam ser disponibilizados já em setembro”, disse à Lusa, contando que já esteve em reuniões com as dioceses do Porto, Aveiro, Lamego, e hoje estará reunido com responsáveis de Lisboa e, na sexta-feira, em Leiria.

Sobrinho Teixeira diz que ainda não é possível avançar com o número concreto de alunos que serão abrangidos já em setembro, uma vez que este é um processo em constante atualização.

No entanto, “o processo está a correr melhor do que nós esperávamos”, defendeu o responsável, lembrando que este tipo de projetos implica processos bastante morosos.

Com Lusa

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