Valença reforça alojamento na fortaleza com mais dez novas unidades

A Câmara de Valença informou que o alojamento no concelho vai ser “reforçado” com dez novas unidades situadas na fortaleza, onde, atualmente, operam 51 empreendimentos hoteleiros.

Em causa estão, segundo a autarquia, “edifícios emblemáticos do centro histórico que estão já em fase final de obra, ou a iniciar o processo de reconversão para acolherem novas unidades de alojamento turístico”.

“Estas dez novas unidades, na fortaleza, juntam-se a um pacote de várias, em processo de licenciamento, por todo o concelho, que vão reforçar a capacidade de oferta de alojamento em Valença que atualmente se situa já nas 51 unidades”, acrescentou o município.

De acordo com a Câmara, “a requalificação integral do espaço urbano da fortaleza, já em fase final, veio proporcionar um centro histórico completamente infraestruturado e com as ruas, pracetas e áreas verdes renovadas”.

“Estas condições têm, também, contribuído para esta nova dinâmica da fortaleza de Valença e estão a proporcionar novos fatores de atratividade ao investimento privado nas áreas hoteleiras, restauração, comércio e alojamento”, reforçou.

A intervenção de requalificação da fortaleza de Valença, iniciada em 2004, deverá estar “totalmente” concluída em abril, num investimento de dois milhões de euros. Em causa está a quarta e última fase da empreitada de requalificação daquele monumento nacional, candidatada a Património da Humanidade.

Esta fase, financiada por fundos do programa Norte 2020, “fecha o ciclo de intervenções de requalificação da fortaleza, iniciado em 2004 e que representa um investimento global de 8,5 milhões de euros”.

A fortaleza de Valença assume particular importância pela dimensão, com uma extensão de muralha de 5,5 quilómetros, e pela história, tendo sido, ao longo dos seus cerca de 700 anos, a terceira mais importante de Portugal.

O monumento desempenhou um papel preponderante na defesa dos ataques de Espanha e chegou a receber cerca de 3.500 homens, em dois regimentos do Exército. A presença militar só terminou em 1927, com a saída do último batalhão do Exército.

A “atratividade fiscal de Valença e a nova dinâmica proporcionada pelos alojamentos locais”, são, para aquela autarquia, outros dos “fatores que tem motivado a atenção e o interesse dos investidores”.

“Valença é, hoje, um dos concelhos mais competitivos em matéria fiscal em Portugal, com um pacote de incentivos que incide, sobretudo, nas intervenções urbanísticas nos empreendimentos turísticos”, especificou.

A fortaleza de Valença é “um dos monumentos mais visitados de Portugal, ultrapassando, por ano, os dois milhões de turistas”.

Em 2018, segundo dados fornecidos pela autarquia, 81.652 peregrinos dos Caminhos de Santiago de Compostela, na Galiza, passam pelo concelho português.

O distrito de Viana do Castelo é atravessado por duas rotas seculares do Caminho Português de Santiago, na Galiza, uma pelo interior e outra junto à orla marítima.

Segundo o ‘site’ Alto Minho, a rota do interior faz-se por Ponte de Lima até Valença, num total de 38 quilómetros que integram a estrada real (Porto-Barcelos-Ponte de Lima-Valença), considerada a espinha dorsal dos caminhos portugueses de Santiago, onde confluem quase todos os demais percursos.

“Os Caminhos de Santiago vivem um aumento exponencial, em Valença, quer pelo interior, quer pela costa. Um número que crescerá, ainda mais, nos próximos anos. A estes dois percursos junta-se o Caminho de Fátima, que começa em Valença e é a mais recente aposta de Portugal no turismo religioso”, sustentou.

Em fevereiro de 2005, Valença foi o primeiro concelho do Alto Minho a abrir um albergue para os peregrinos.

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