Associações monárquicas do Minho lançam campanha de recolha de velas e lanternas

As associações monárquicas Causa Real de Viana do Castelo e Braga estão a realizar uma campanha intitulada “Vamos dar luz a Moçambique”, com a recolha de velas e lanternas para apoiar a população atingida pelo ciclone Idai.

“Sabemos que a eletricidade vai ser reposta na Beira, em breve, mas nas aldeias a maior parte da população ficou sem geradores, arrastados pelas enxurradas. Esta é uma ideia simples, dar luz às pessoas”, explicou hoje à agência Lusa José Aníbal Marinho, da comissão executiva da Causa Real de Viana do Castelo.

Na origem desta ação solidária está, segundo o representante, os “laços da lusofonia”: “Em 1907, D. Luís Filipe foi o primeiro membro da família real portuguesa a visitar Moçambique, levando consigo o decreto real que concedeu à Beira (originalmente chamada Chiveve) o estatuto de cidade”, referiu.

A campanha agora lançada pelas Reais Associações de Braga e Viana do Castelo conta com a colaboração com a Associação Cultural Luso-Moçambicana, a Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL) e a empresa Paínhas, instalada na capital do Alto Minho.

José Aníbal Marinho adiantou que a recolha vai decorrer durante as próximas duas semanas, podendo vir a ser alargada a outros distritos do país.

“Neste momento, temos pontos de recolha em Braga, na igreja da Lapa, e em Viana do Castelo, na sede da CEVAL e do grupo Paínhas ou nas instalações da empresa, na zona industrial de Neiva”, especificou.

Segundo o responsável, “quem pretender ajudar financeiramente a recuperação daquela região poderá encaminhar o donativo para uma conta bancária da Fundação Igreja que Sofre”.

“Na última sexta-feira, a Fundação Igreja que Sofre enviou para o bispo da Beira 30 mil euros”, adiantou.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 761 mortos, segundo os balanços oficiais mais recentes.

Em Moçambique, o número de mortos confirmados subiu hoje para 446, no Zimbabué foram contabilizadas 259 vítimas mortais e no Maláui as autoridades registaram 56 mortos.

O número de pessoas afetadas em Moçambique subiu para 531.000 e há 109.000 entradas em centros de acolhimento, das quais 6.500 dizem respeito a pessoas vulneráveis – por exemplo, idosos e grávidas que recebem assistência particular.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que está a preparar-se para enfrentar prováveis surtos de cólera e outras doenças infecciosas, bem como de sarampo, em extensas zonas do sudeste de África afetadas pelo ciclone Idai, em particular em Moçambique.

O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone na noite de 14 de março.

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