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Investimento de 1 ME cria Centro interpretativo do barroco em Arcos de Valdevez

Um centro interpretativo do barroco vai ser inaugurado no dia 15 na igreja do Espírito Santo, em Arcos de Valdevez, representando um investimento de um milhão de euros da câmara municipal, com apoio de fundos comunitários.

O novo centro, designado “Porta do Barroco”, pretende ser o ponto de partida para o conhecimento daquele estilo arquitetónico no Alto Minho.

“Como se assume como uma porta de entrada na rota do barroco que está a ser criada na região Norte pela Direção Regional de Cultura Norte, tal como já acontece com o românico, o centro interpretativo que vamos inaugurar no dia 15 disponibiliza informação sobre os outros locais do que possuem monumentos de estilo barroco”, explicou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves.

O autarca social-democrata realçou que aquele centro representa “o ponto de partida de uma plataforma de dinâmica turística e de conhecimento do barroco na região Norte, servindo de porta de entrada para o barroco nos dez concelhos da região”.

“Permitirá lançar conhecimentos sobre este período da cultura na região e, simultaneamente, explorar as características únicas e importantíssimas do templo do Espírito Santo, imóvel de interesse público e um dos mais importantes na região Norte do país”, sustentou.

A inauguração do centro interpretativo, marcada para dia 15, cerca das 11:00, integrará um concerto de piano pelo maestro Rui Massena.

Designado por “Porta do Barroco”, aquele centro interpretativo, dotado de conteúdos interativos que permitem “uma visita guiada pelo espaço, em realidade aumentada e virtual, está instalado na Igreja do Espírito Santo, imóvel de interesse público do século XVII.

“A Igreja do Espírito Santo é o expoente máximo deste estilo arquitetónico”, sublinhou João Manuel Esteves, acrescentando que para a instalação daquela estrutura, “a câmara celebrou com a Fábrica da Igreja de Arcos de Valdevez e Salvador um contrato de arrendamento”.

O projeto que vai ser inaugurado no próximo dia 15 implicou “a recuperação total” do templo, intervenção financiada por fundos comunitários e que representa “valor acrescentado para o setor turístico”, proporcionando “outro tipo de oferta aos visitantes que procuram o concelho”.

O projeto da autarquia visou “promover a recuperação do edifício e do espólio arquitetónico, potenciar o uso cultural com programa alusivo ao estilo artístico do Barroco, divulgar o conhecimento da arte, da sociedade e do pensamento da época barroca”.

A criação daquele centro interpretativo contemplou “a recuperação da Igreja do Espírito Santo e do seu acervo artístico, a instalação de novas tecnologias para dar a conhecer aquele templo e outros da região, bem como o enquadramento histórico e social da época barroca”.

A Igreja do Espírito Santo está classificada como imóvel de interesse público, sendo um dos mais icónicos monumentos do estilo de arte barroca do Alto Minho.

Outro dos objetivos do projeto que vai ser inaugurado no dia 15, passa por definir uma programação artística, aproveitando o facto de existir um espaço cénico e acústico naquela igreja para receber diversos eventos.

O projeto, orçado em cerca de 978.467 euros, é financiado em mais de 831.697 euros pelo Programa Operacional NORTE 2020.

Esta candidatura contou o apoio da Direção Regional de Cultura Norte, através da inserção do projeto no modelo de rotas do barroco, e com a parceria da Fábrica da Igreja de Arcos Valdevez.

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