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Promotor de petição pública para “salvar” prédio Coutinho publicita iniciativa no jornal

O número “reduzido” de assinaturas na petição pública lançada ‘online’ para “salvar” o prédio Coutinho da demolição levou um dos promotores a publicitar a iniciativa num jornal diário.

A petição foi publicada na secção destinada à publicidade, durante cinco dias consecutivos, entre 03 e 07 de outubro.

O edifício de 13 andares, que já chegou a ser habitado por 300 pessoas, está situado em pleno centro histórico da cidade e tem demolição prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, para ali ser construído o novo mercado municipal. O processo está suspenso desde janeiro, a aguardar decisão judicial da providência cautelar movida pelos últimos 14 moradores do prédio Coutinho.

Robert Silley, de 76 anos, proprietário de um apartamento no prédio Coutinho, explicou que o objetivo foi divulgar a ação, promovida pelos últimos moradores no edifício.

“A petição não tem tido sucesso. Precisamos de 1.000 assinaturas para que o documento chegue à Assembleia da República e de 4.000 para que seja discutido em plenário”, explicou à agência Lusa.

Intitulada “Salvar o Prédio Coutinho” a petição publica ‘online’, dirigida ao presidente da Assembleia da República e consultada pela Lusa, esta quinta-feira, recolhia 233 assinaturas.

“Além de ser um desperdício de dinheiros públicos, trata-se da destruição de património da cidade porque construção como aquela qualidade já não se faz”, sustentou Robert Silley.

O homem, que reside há 45 anos no Canadá e que costuma passar férias no apartamento que herdou da mãe, adiantou que o local onde está situado o prédio, no centro histórico da cidade “não é a melhor localização para o novo mercado municipal de Viana do Castelo”.

“Há sítios melhores para o mercado municipal, como o complexo da marina ou o centro comercial 1º de Maio”, especificou.

Robert Silley diz que tem um “grande apego” ao apartamento de que é proprietário no prédio Coutinho e considera que a sua desconstrução “é um desperdício para o país que tem tantas carências e gasta dinheiro público a destruir património”.

A empreitada de desconstrução do prédio Coutinho foi lançada a concurso público no dia 24 de agosto de 2017, por 1,7 milhões de euros, através de anúncio publicado em Diário da República. Em outubro, a VianaPolis anunciou que a proposta da empresa DST – Domingos da Silva Teixeira venceu o concurso por apresentar a proposta mais favorável, orçada em 1,2 milhões de euros.

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