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Viana do Castelo vai criar centro tecnológico portuário “inteligente”

O presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou hoje a criação, no “início de 2019”, de um centro tecnológico portuário “inteligente”, num investimento de 300 mil euros a candidatar à Rede Port Tech Cluster, lançada pelo Governo.

“Viana do Castelo vai aderir ao programa que o Governo lançou para afirmar o porto da cidade como um porto tecnológico, um verdadeiro porto do século XXI, sempre ao lado da inovação e do conhecimento”, afirmou José Maria Costa.

O autarca, que falava à margem do ‘workshop’ sobre Economia Azul em Portugal, a decorrer em Viana do Castelo, explicou que aquele equipamento vai ser criado “na Praia Norte, num imóvel que a Câmara adquiriu e que vai ser refuncionalizado, num investimento de 300 mil euros, estimando o arranque das obras para o início de 2019”.

José Maria Costa acrescentou que aquele centro será dotado de “um conjunto de valências, utilizando as novas tecnologias, e tecnologias mais amigas do ambiente”.

“O centro vai ser criado em ambiente portuário, estando ligado às empresas do setor, próximo do parque eólico flutuante a instalar ao largo de Viana do Castelo e da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC)”, disse.

Segundo o autarca, a ideia é criar “todo um ambiente favorável à atividade empresarial, à inovação e ao conhecimento para contribuir para o desenvolvimento do porto e para o desenvolvimento de oportunidades de emprego qualificado” para os jovens.

A Rede de Port Tech Cluster foi anunciada em fevereiro, na Indonésia, pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, durante a quarta edição da World Ocean Summit 2017, conferência sobre os oceanos promovida pela revista The Economist.

De acordo com a informação disponível na página da internet da Direção-Geral de Política do Mar (DGPM), hoje consultada pela Lusa, “os Port Tech Clusters são uma rede de plataformas de aceleração tecnológica para as indústrias avançadas do mar, que se distribui nas áreas das energias renováveis oceânicas, ‘green shipping’ (GNL), navios especializados, robótica e engenharia ‘offshore’, ‘green ports’, portos digitais e náutica de recreio”.

O objetivo da rede Port Tech Clusters “é fomentar a instalação de novas empresas, ‘startups’ e centros de investigação tecnológica nas indústrias avançadas do mar nos portos portugueses, no sentido de criar uma geração empresarial produtora de novas tecnologias e de serviços marítimos inovadores, com forte potencial exportador e de elevado valor acrescentado”.

O ‘workshop’ sobre Economia Azul em Portugal, a decorrer hoje em Viana do Castelo, é organizado conjuntamente pela Comissão Europeia, através da Direção Geral de Assuntos Marítimos e Pescas, pelo Ministério do Mar de Portugal, através da Direção Geral de Política do Mar, e pela Câmara de Viana do Castelo.

O subdiretor da DGPM, Jorge Oliveira e Carmo, sublinhou os “cinco aspetos fundamentais do Plano de Ação do Atlântico” definido, em 2013, pela Comissão Europeia, sendo eles a “implementação de uma nova abordagem ecossistémica, a redução da pegada de carbono, a exploração sustentável dos recursos naturais do fundo do mar, a resposta à ameaças e emergências no Oceano Atlântico e a promoção de crescimento de um sistema azul e socialmente inclusivo”.

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