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Petição quer “resgatar Ponte Eiffel do Âncora”

Uma petição online quer recuperar a Ponte Eiffel, que até 1989 servia para que o comboio da linha do Minho cruzasse aos margens do rio Âncora, em Vila Praia de Âncora, e que há quase três décadas está no concelho da Póvoa de Lanhoso.

Na petição intitulada “Resgatar a Ponte Eiffel do Âncora“, os promotores Rui Maia, mestre em Património Cultural, e o presidente da Junta de Freguesia de Âncora, António Brás, solicitam ao presidente da Assembleia da República, aos deputados e ao Governo, para “que intercedam junto da autarquia da Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, para que esta restitua a Ponte ferroviária Eiffel, que realizava a primitiva travessia do rio Âncora, em Caminha, à autarquia de Âncora”.

“Após a substituição dessa infraestrutura no final dos anos 80, por uma mais capaz de responder aos novos paradigmas de carga e velocidade na ferrovia – Linha do Minho – a Ponte Eiffel do Âncora foi doada pela CP – Comboios de Portugal à autarquia da Póvoa de Lanhoso, para realizar a travessia rodoviária de um rio, nunca tendo sido adaptada ao mesmo, tendo a autarquia construído uma em betão armado”, lê-se no texto da petição.

A petição pública recorda ainda que, “após todo este tempo, sem que a Ponte Eiffel fosse condignamente utilizada, decidiu a autarquia da Póvoa de Lanhoso colocar a mesma num espaço de uma empresa de indústria metalúrgica – a DAEL – em Covelas. Atualmente, essa importantíssima obra de arte dos tempos áureos da nossa ferrovia padece de uma constante degradação, tendendo a desaparecer”.

Os promotores da petição, com mais de 160 assinaturas, pedem à Direção-Geral do Património Cultural, com o apoio da Assembleia da República, que encontre “uma solução digna para esse património industrial desenhado pela mão de um dos mais brilhantes génios do ferro: Alexandre Gustave Eiffel”.

A Junta de Freguesia de Âncora tentou há uns anos reaver a infraestrutura, que “se encontra retida por questões burocráticas”.

“Solicitamos ajuda no sentido de a restituir ao seu local primitivo, e dentro do possível converter o que resta num memorial da nossa história ferroviária e do génio que a criou. A Ponte Eiffel do Âncora pertence ao Alto Minho, às suas gentes – é identidade”, sublinha ainda a petição.