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CM VIANA DO CASTELO

Centros de acolhimento temporário no Norte estão a ser encerrados

O coordenador regional do estado de calamidade, afirmou hoje que os seis centros de acolhimento temporário de nível distrital estão a ser encerrados, um dia depois de não terem sido detetados novos casos de covid-19 na região Norte.

“Neste momento, e tendo em consideração a situação atual da pandemia, estamos a proceder ao encerramento destes centros. Todavia, manter-se-ão devidamente equipados, caso seja necessária a sua reabertura numa situação de pioria do estado da pandemia”, referiu Eduardo Pinheiro, nomeado coordenador regional do estado de calamidade na região Norte.

Os seis centros de acolhimento temporário, instalados em Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança e Aveiro, mais precisamente, em Santa Maria da Feira, tinham como “especial dever” a proteção das pessoas que se encontravam em estabelecimentos de apoio residencial e social.

Depois de na segunda-feira não terem sido registados novos casos de covid-19 na região Norte, o também secretário de estado da Mobilidade, sublinhou, durante a apresentação dos resultados das medidas de combate à pandemia na região, que “o vírus continua ativo”.

“Ontem [segunda-feira] foi o primeiro dia em que não se registaram novos casos de pessoas infetadas na região Norte, mas tal não significa que não continuaremos a ter casos na região ao longo dos próximos dias, semanas e mesmo meses”, reforçou.  

Segundo Eduardo Pinheiro, entre os dias 26 de maio e 01 de junho, verificaram-se 63 novos casos de covid-19, sendo que na “semana mais crítica”, entre 27 de março e 02 de abril, a região registou 3.480 novos casos.

“À data de ontem [segunda-feira], 01 de junho, estavam confirmados 16.760 casos de doentes infetados pela covid-19 na região Norte”, afirmou, salientando que o “período mais crítico” foi a 10 de abril, dia em que foram registados 795 novos casos.

Para o coordenador regional, os dados apresentados são “francamente positivos” e resultado do “extraordinário sentido cívico dos portugueses, particularmente, dos portugueses da região Norte”.

Quanto ao número de testes de diagnóstico assegurados pelo Sistema Nacional de Saúde, Eduardo Pinheiro afirmou que, durante março, abril e maio foram realizados mais de 150 mil testes na região, aos quais “acrescem” 30 mil realizados por entidades de investigação e ensino e “outros milhares” realizados por laboratórios privados.

Além destes, foram também realizados “testes preventivos”, numa “campanha extensa” em que foi dada “especial atenção àqueles que lidam com os grupos de maior risco”, como os profissionais de lares, unidades de cuidados continuados e centros ocupacionais.

Segundo o responsável, ao longo destes meses, foram testados 25 mil profissionais de estruturas residenciais e lares de 860 instituições da região, sendo que a taxa de infeção rondou os 2%.

Posteriormente, foram também testados cerca de nove mil profissionais de 830 creches da região, onde a taxa de infeção foi “marginal”, isto é, abaixo dos 0,3%.
“Para a realização de todos estes testes foi montada uma grande operação logística que envolveu os municípios, Autoridade Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte), Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), centros distritais da segurança social, proteção civil, INEM e Cruz Vermelha”, esclareceu Eduardo Pinheiro, acrescentando que todas estas ações obrigaram “à alocação de consideráveis recursos materiais e humanos para assegurar a realização de testes”.

Questionado pelos jornalistas sobre o valor do investimento, Eduardo Pinheiro afirmou não ter ainda a “contabilização”, uma vez que, “as contas são diversas” e que os próprios municípios também fizeram investimentos nos centros de acolhimento municipais.

Também questionado sobre a eventual realização de testes serológicos para aferir a imunidade da população da região Norte, o responsável avançou não ter, neste momento, “nenhuma indicação” para tal testagem.

“O facto de estarmos com uma redução constante do número de casos não significa que ultrapassamos a pandemia. É fundamental que os testes de diagnóstico se mantenham e as estruturas de apoio, independentemente de estarem suspensas, estejam prontas para receber todos os doentes porque infelizmente o vírus continua aí”, concluiu.

Portugal regista hoje 1.436 mortes relacionadas com a covid-19, mais 12 do que na segunda-feira, e 32.895 infetados, mais 195, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de segunda-feira, em que se registavam 1.424 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,8%. Já os casos e infeção subiram 0,6%.

Na Região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado maior número de surtos, há mais 158 casos de infeção (+1,4%).