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Famílias desafiadas a fazer laço azul em mês da prevenção dos maus-tratos na infância

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Caminha lançou, no domingo, um desafio às famílias do concelho para que, nesta fase de isolamento social, façam um laço azul, símbolo da prevenção dos maus-tratos na infância.

Com a pandemia de Covid-19, as atividades que a CPCJ tinha programado para assinalar o mês da prevenção dos maus-tratos na infância tiveram de reinventar-se e, em vez de se realizarem na rua, podem agora ser concretizadas dentro de portas.

“Quisemos continuar a assinalar este mês, a agitar consciências e incentivar as pessoas a falar sobre o assunto”, explica à Altominho.tv Paula Dias. A presidente da CCPJ de Caminha refere que a ideia é “juntar as famílias, criar momentos de cumplicidade entre pais e filhos e construir um laço azul, para colocar na janela”.

A iniciativa, que pretende “sensibilizar e alertar para a prevenção dos maus-tratos a que muitas crianças e jovens estão sujeitos”, tem sido bem recebida pela população. “Temos recebido várias fotografias de laços azuis e percebemos, através de publicações nas redes sociais, que há várias famílias e escolas a aderir”, adianta Paula Dias.

As famílias que queiram participar devem usar da criatividade para construírem um laço azul, enviando uma fotografia para o e-mail da CPCJ de Caminha, para posterior publicação na página de Facebook da instituição.

Em tempo de confinamento social, os técnicos das diversas comissões de proteção de crianças e jovens encontram-se em regime de teletrabalho, mas a CPCJ de Caminha garante que continua a assegurar a sua missão de “defesa e promoção dos direitos das crianças e jovens” e as reuniões, os atendimentos e as visitas ao domicílio continuam a realizar-se “sempre que necessário”.

“Mantemos um acompanhamento muito próximo das famílias, através de contactos telefónicos diários com os vários elementos do agregado familiar, e não há nenhuma situação que precise de intervenção a ficar sem resposta”, garante a presidente da instituição.

“É importante que as famílias percebam que continuamos a estar presentes, mesmo que seja de uma forma distinta”, sublinha.

A responsável teme que uma das consequências do isolamento social seja um aumento de situações de violência doméstica e de maus tratos infantis. “As famílias não estão habituadas a estar 24 sobre 24 horas juntas e a lidar com os consequentes desafios que se impõem a toda a sociedade”, explica Paula Dias.

Para a presidente da CPCJ de Caminha, há uma preocupação maior com o encerramento das escolas. “As escolas são os nossos olhos na sociedade e, por isso, falta-nos esse acompanhamento diário na vida das crianças e dos jovens.”

“Apelamos à comunidade, aos vizinhos e à família mais alargada, que estejam atentos a situações de maus-tratos e que nos contactem, para que possamos ajudar os pais a lidar com esta nova realidade”, conclui.