Aberto novo concurso para concessão do castelo de Vila Nova de Cerveira

A Câmara de Vila Nova de Cerveira informou hoje que foi lançado um novo concurso público internacional para a concessão do castelo do concelho, no âmbito do programa nacional Revive.

Em comunicado, a autarquia adianta que o Instituto do Turismo de Portugal evocou “razões de foro administrativo” e procedeu à abertura de um novo concurso para a concessão da exploração do equipamento, depois do primeiro concurso ter sido considerado extinto.

“Apesar da formalização de duas propostas de investidores iniciais ao concurso que terminou a 5 de junho, o Instituto do Turismo de Portugal entendeu, por razões administrativas, formalizar a sua exclusão e consequente extinção do concurso, prosseguindo com a abertura de novo concurso, cujo período de apresentação de propostas iniciou a 25 de julho”, lê-se na nota enviada à imprensa.

A nova fase de candidaturas decorre até ao dia 24 de agosto, sob as mesmas condições do concurso anterior.

Em causa está o castelo com origens no século XIII, mandado construir pelo rei Dom Dinis, classificado como monumento nacional onde até finais de 2008 funcionou a pousada com o mesmo nome. Na altura, enquanto Pousada de Portugal, integrava o grupo Pestana, que a encerrou a pretexto de obras de reabilitação.

Desde então, tanto o anterior executivo municipal como o atual têm tentado ultrapassar o impasse e travar o estado de degradação do imóvel.

O castelo encontra-se entre os 33 imóveis nacionais identificados pelo Governo e foi o 15.º concurso a ser lançado no âmbito do REVIVE. Este programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais visa valorizar e recuperar o património sem uso, reforçar a atratividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país.

O concurso para a concessão da exploração do castelo de Cerveira tem como objetivo a “realização de obras, incluindo de infraestruturas, e posterior exploração para fins turísticos, como estabelecimento hoteleiro, estabelecimento de alojamento local, na modalidade de estabelecimento de hospedagem ou outro projeto de vocação turística, com um prazo de execução de contrato de 50 anos”.