Caminha vai usar “todos os meios ao seu alcance” contra a prospeção e exploração de lítio na Serra d’Arga

A Câmara de Caminha informou hoje que “usará todos os meios ao seu alcance para que não haja prospeção de lítio na Serra d’Arga nem posterior exploração”.

Em comunicado, a autarquia adianta que a garantia foi deixada, esta segunda-feira, pelo presidente da Câmara. “A Serra d’Arga não é negociável”, sublinhou Miguel Alves, durante a reunião pública descentralizada, que teve lugar na União e Freguesias de Arga de Baixo, Arga de Cima e Arga de S. João.

“Este executivo sempre rejeitou o lítio na zona e, perante uma nova abordagem será coerente”, sustenta a autarquia. Segundo Miguel Alves, citado naquela nota, “por diversas vezes desde que preside ao executivo, a Câmara foi notificada no sentido de se pronunciar, dando sempre parecer negativo”.

“Agora o problema volta a colocar-se e a Câmara foi efetivamente notificada, há dias, pela Direção Geral de Energia, no mesmo sentido. O presidente da Câmara já pediu esclarecimento àquela entidade, uma vez que a carta recebida é vaga, esclarecimentos esses que permitirão sustentar de forma ainda mais eficaz a posição da Câmara que dirá não ao lítio”, especifica a nota enviada à imprensa.

“Seremos intransigentes”, garantiu Miguel Alves, acrescentando que “irá reunir em breve com os outros autarcas da região, cujos territórios partilham a Serra d’Arga”. O autarca anunciou ainda que “a posição formal e final da Câmara será tornada pública”.

O vice-presidente, Guilherme Lagido, corroborou “os argumentos que a Câmara tem para apresentar, uma vez que uma eventual exploração daquele tipo afetaria também as duas bacias hidrográficas, as praias de excelência, galardoadas com a Bandeira Azul e a Bandeira Dourada e toda a estratégia de desenvolvimento que tem vindo a ser desenvolvida, de que o grande vetor é o turismo, incluindo o turismo de natureza”.

A Câmara de Caminha manifestou ainda que “a posição atual é clara e o parecer será negativo, mas no passado nem sempre foi assim”.

“Em 2009 e em 2010, o município foi igualmente notificado por causa da prospeção de lítio. Segundo declarações da anterior autarca, citadas por um jornal local, nessa altura o parecer terá sido positivo”, conclui o comunicado da autarquia.

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