Câmara de Cerveira felicita Museu da Bienal de Arte de Cerveira pela distinção de Museu do Ano 2019

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira e da Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), Fernando Nogueira, felicitou hoje o museu da FBAC por ter sido distinguido com o Prémio Museu do Ano 2019, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM).

De acordo com o palmarés anunciado na sexta-feira pela APOM, numa cerimónia decorrida no Teatro Miguel Franco, em Leiria, na edição 2019 também o Centro de Interpretação do Românico (CIR), em Lousada, recebeu uma Menção Honrosa, na mesma categoria. 

Segundo Fernando Nogueira, esta distinção “vem valorizar o vasto e valioso acervo museológico existente e corroborar a aposta da FBAC na descentralização artística e cultural por várias cidades do nosso país, assim como potencia ainda mais a internacionalização realizada nos últimos anos”.

O autarca sublinhou ainda, na nota enviada à imprensa, que as comemorações do 40º aniversário da Bienal Internacional de Arte de Cerveira, assinalado em 2018, “dão aso a que estas manifestações oficiais representem um maior peso e uma satisfação acrescida, porque em Vila Nova de Cerveira faz-se muito em prol das artes e da cultura, mas com muito pouco. Esta distinção reconhece e premeia o enorme trabalho realizado pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira em prol da cultura e das artes, ao longo de 40 anos”.

A APOM, entidade fundada em 1965, dedicada à museologia, atribui os prémios anualmente, desde 1997, a museus, projetos, boas práticas, profissionais e diversas atividades desenvolvidas no setor.

O Prémio Museu do Ano é uma das principais distinções atribuídas pela APOM, num total de 27 categorias a concurso, que distinguem, entre outras áreas, a melhor intervenção e restauro, o melhor catálogo, a melhor exposição, mecenato e projeto museográfico.

Este ano a entidade recebeu cerca de 200 candidaturas de instituições de Portugal continental e das Regiões Autónomas, bem como de projetos de expositivos portugueses no estrangeiro, tendo sido distinguidas 89 entidades.

A entidade decidiu criar, nesta edição, uma Menção Especial para um conjunto de instituições que colocaram em evidência património das suas coleções relacionado com a Segunda Guerra Mundial, para assinalar que “o sofrimento causado a milhões de pessoas não será esquecido”, quando passam 80 anos sobre o início do conflito (1939).

A distinção, este ano, do museu da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, pela APOM, visa a entidade responsável pela organização e gestão do acervo de obras de arte criado ao longo do decurso do certame dedicado à arte contemporânea, que se realiza há mais de 40 anos, em Vila Nova de Cerveira.

O Centro de Interpretação do Românico (CIR), que conquistou uma Menção Honrosa nesta categoria, é promovido pela Rota do Românico, e abriu ao público no dia 27 de setembro de 2018, na vila de Lousada, no distrito do Porto.

Além dos espaços de receção e biblioteca, o CIR é constituído por uma superfície expositiva de cerca de 650 metros quadrados, distribuídos por um átrio central e por seis salas temáticas: “Território e Formação de Portugal”, “Sociedade Medieval”, “O Românico”, “Os Construtores”, “Simbolismo e Cor” e “Os Monumentos ao Longo dos Tempos”.  

Em 2018, o Prémio de Museu do Ano foi para o Museu Metalúrgica Duarte Ferreira, no Tramagal, Abrantes, e, em 2017, o vencedor foi o Museu do Dinheiro, em Lisboa.

Com Lusa.

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